Apesar das mudanças, Santos é Robinho
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quarta-feira, 14 de julho de 2004
Agência Estado 
Santos - O time do Santos, sob nova direção, mudou muito coisa o goleiro, parte da defesa e do meio-de-campo, mas num ponto continua o mesmo: quando o adversário está melhor e merecendo a vitória, como aconteceu com o Flamengo, terça-feira à noite, na Vila Belmiro, Robinho chama para si a responsabilidade, joga por ele e pelos outros, vai lá e decide.
Foi assim, quando o time ficou sem Diego, na finalíssima do Campeonato Brasileiro de 2002, no começo do primeiro tempo, e tem sido sempre assim. Com a sua movimentação, sem ficar fixo numa posição, acabou com o sistema de marcação do time carioca.
Depois, estava quase embaixo do travessão, como um centroavante de ofício, quando fez o primeiro gol, tirando o time do sufoco.
''Uma das vantagens do Santos é acreditar que pode chegar à vitória até nos momentos mais difíceis'', minimizou, ainda no gramado.
Robinho é o jogador mais leve do time pesa 60 quilos tem 1m72 de altura e só não é mais baixo do que o lateral-esquerdo Léo (1m68) e Basílio (1m69).
Com certeza é que o mais apanha nos jogos, mas suas contusões são leves. Todos os tratamentos que fez para aumentar a sua carga muscular não deram os resultados esperados pelos fisiologistas.
''Sempre fui magro mesmo, desde de pequeno. Não me machuco porque aprendi a fugir das pancadas quando jogava salão'', explica. Em 131 jogos no time de cima foi promovido por Celso Roth, no início de 2002 , fez apenas 41 gols, com a média inferior a de um gol a cada três partidas. Porém, se consideradas as 33 partidas e os 16 gols desta temporada, a média melhora e chega quase a um gol a cada dois jogos.
Com receio de inibir o garoto, Leão jamais pediu para que ele não abusasse nos dribles, que são a sua maior alegria, e nas jogadas de efeito. Apenas lhe cobrava mais presença na área e interesse pelo gol. E tome treino de finalizações e de cabeceio. Com Luxemburgo, mudou pouca coisa para Robinho.
''Ele insiste para eu cair nas duas pontas e não ficar parado nunca. Também pede para eu driblar em direção ao gol.''
Agora mais sério nas entrevistas, deixando as brincadeiras apenas para quando está ao lado dos companheiros e longe da imprensa esse deve ter sido outro pedido de Luxemburgo, que os dois preferem não contar , Robinho continua sendo o rei das correspondências que chegam à Vila Belmiro, com cerca de 150 cartas por mês. E a maior atração da meninada por onde passa. Até nos jogos noturnos na Vila Belmiro vem aumentando o número de crianças com a camisa 7 do Santos que vão ao estádio só para ver Robinho mostrar a sua arte. Seu contrato com o Santos vai até junho de 2006 e os comentários são de que ele ganha R$ 150 mil por mês, nada exagerado pela importância que tem para o time e para o clube.


