Santos - A escalação do time no clássico de ontem, serviu para mostrar que o Santos não pode esperar muito do que o presidente Marcelo Teixeira chama de nova geração de talentos. Principalmente do meio-de-campo para frente, diante da facilidade com que o São Paulo fez 2 a 0 e superou os leves atacantes Marcos Aurélio, Renatinho e Wesley, garoto que fez 20 anos ontem e que, de uma hora para outra, se transformou na nova aposta de Vanderlei Luxemburgo.
E o pior: Kléber, contratado no começo da semana passada, com salário mensal de R$ 200 mil, nem sabe quando poderá estrear. ''Não sei se é coerente ou não, mas o contrato de Kléber com o Necaxa acaba no dia 30 e não sabemos se vai ser possível a sua inscrição antes do dia 3 de agosto'', lamentou o técnico.
Luxemburgo não queria falar sobre o comportamento dos garotos, mas acabou fazendo elogios a Wesley. ''Quem acompanha os treinos do Santos sabe que é um prata da casa com grande potencial.''

Tricolor - O técnico Muricy Ramalho conseguiu provar em 90 minutos sua tese de que a fase do São Paulo não era tão ruim como todos diziam. Ontem, o técnico não ouviu os já habituais gritos de burro. Teve seu nome cantado e foi aplaudido. Em resposta, vibrou, bateu as mãos no peito e nos pulsos, indicando que tem sangue tricolor correndo nas veias.
''Eu sempre estive vivo. É normal passar por um momento ruim, mas você precisa ter personalidade para sair dele. Fui eleito duas vezes seguidas o melhor do Brasil, fiquei seis meses sem perder e de repente virei uma porcaria. As coisas não podem ser analisadas desta forma'', disse Muricy. (Das agências)

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