Apaixonados por velocidade
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sábado, 24 de março de 2012
João Fortes<br> Reportagem Local 
É na pista do Autódromo Ayrton Senna, em Londrina, que o empresário André Luiz Jacob pratica seu esporte favorito. Aos 50 anos, ele sempre foi um fã do automobilismo e até pouco tempo atrás era apenas um espectador do esporte.
Há dois anos, ele decidiu conhecer melhor a emoção experimentada pelos pilotos e fez o curso de pilotagem oferecido pelo Automóvel Clube do Café. A princípio seria um hobbie, mas logo Jacob se convenceu a comprar um Volkswagen Voyage preparado para alta performance e começou a participar do Campeonato Metropolitano de Londrina, na categoria Marcas L, voltada para iniciantes. ''No início dá um pouco de insegurança, tanto que na minha primeira corrida eu queria ser o último a largar e assim foi, mas só nas primeiras seis voltas. Em termos de prazer acho que é um dos esportes mais completos'', declara.
Jacob conta que teve um começo difícil no esporte e, em determinado momento, até desanimou por não conseguir resultados expressivos. ''Cheguei a pensar em parar, pois não melhorava''. Até que ele engrenou de vez e se tornou um forte competidor, terminando o Campeonato Metropolitano na terceira colocação em 2010 e na segunda no ano passado. ''A hora que ele relaxou melhorou o tempo'', relata o instrutor do curso de pilotagem Sandro Areas.
Buscar um carro cada vez melhor também faz parte do esporte e depois de dois anos com o Voyage, Jacob percebeu que era hora de evoluir e investiu em um Gol com injeção eletrônica para ingressar na categoria Marcas A, mais rápida e disputada do que a L. ''O carro carburado (marcas L) chega a uns 180 km/h, já com injeção eletrônica atinge aproximadamente 195 km/h'', explica Jacob.
Outra 'exigência' para ser um bom piloto é estar em boa forma física e, nesse ponto, Jacob conta que só colheu benefícios. ''Mudei minha vida e comecei a cuidar melhor da saúde. Me estimulou a fazer corrida de rua e quase virei maratonista. Nunca estive tão bem'', afirma o empresário, que conta com uma torcida especial nas corridas. ''Minha maior torcedora é minha esposa'', declara.
Kart e Fusca
Quem também se dedica bastante ao automobilismo é o estudante de direito Estefan Pauluki. Ele já corria de kart, mas há cerca de cinco anos ingressou no curso de pilotagem do Automóvel Clube do Café. ''Comecei a correr junto com um amigo, mas não queria entrar perdido na pista'', afirma Pauluki.
Embora o professor do curso de pilotagem tenha insistido para ele ingressar na categoria Marcas A, o estudante insistiu no velho e bom Fusca. ''Coloquei na cabeça que queria o Fusca e não teve jeito'', declara o piloto.
O automobilismo é o único esporte de Pauluki, que vê como principal atrativo das corridas a disputa por posições na pista.


