São Paulo - Saiu barato para Fininho. O jogador será apenas advertido e multado pela diretoria por ter xingado (por gestos) a torcida no jogo de quarta-feira, contra o Sampaio Corrêa, no Pacaembu. A hipótese de um afastamento está descartada, embora oficialmente só hoje pela manhã o clube vai anunciar qual será a punição ao atleta.
Os dirigentes vão levar em conta o passado do jogador. A folha do lateral é limpa. Revelado pelas categorias de base do Parque São Jorge, está no clube desde 1998 e jamais teve uma atitude parecida. No seu histórico não há nenhum outro indicativo de rebeldia. Ao contrário: Fininho é um dos jogadores mais queridos no clube, desde a época de juvenil. O seu bom comportamento lhe rendeu bons padrinhos. O vice-presidente Nesi Curi e o vice-presidente de Futebol Andrés Sanches sempre tiveram um carinho especial pelo garoto pobre, que cresceu na periferia da capital, ao lado da mãe e da avó.
No grupo, o jogador também é um dos mais queridos. Isso ficou evidente quando ele saiu de campo na quarta-feira. Fininho foi protegido por quase todos os companheiros. Até o argentino Carlitos Tevez, depois da cobrança do pênalti, correu para a torcida e fez sinal com as mãos, mostrando o 6, número da camisa usada por Fininho.
Insônia Muito nervoso, o jogador quase não dormiu à noite. Estava muito abalado para pegar no sono. Além disso, recebeu várias ligações dos companheiros de time. Tite, que só fala às terças e às sextas-feiras com a imprensa, ou após os jogos, não opinou sobre o estado emocional de Fininho. Mas a tendência é a de que ele seja afastado por alguns tempos, para preservá-lo.
O Náutico é um dos quatro clubes que querem o lateral. Mas até a hipótese de um empréstimo foi deixada de lado porque a diretoria do Corinthians tem quase certeza que o jogador deverá receber uma punição exemplar da Justiça Desportiva.
Apavorado com a certeza de ter de enfrentar a mídia e a própria torcida corintiana, Fininho não quis dar entrevista. Sugeriu à assessoria de imprensa do clube apenas uma declaração, feita pouco antes do treinamento, no Parque Ecológico do Tietê.
O texto na íntegra de sua declaração é este: ''Foi uma atitude impulsiva minha, de ter feito aquele gesto. Fiquei magoado. A gente nunca agrada a gregos e troianos, infelizmente. Estou no Corinthians desde 98 e tenho muito amor a essa camisa. Mais do que nunca quero vencer na vida mais do que ninguém. Sei que meus companheiros estão do meu lado. Vários deles me ligaram. Tenho certeza que eles vão me apoiar. Vou conversar com o professor Tite e quero continuar dando continuidade ao meu trabalho. Vou tentar fazer o meu melhor. Acho que o Corinthians merece o máximo. Novamente peço desculpas. E com certeza vou dar a volta por cima''.

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