Aos 69 anos, Pacaembu está com futuro indefinido
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segunda-feira, 27 de abril de 2009
Agência Estado 
São Paulo - O Pacaembu completou, ontem, 69 anos de fundação com o futuro indefinido. Entre os principais estádios de São Paulo, só perde em idade para o Palestra Itália, construído em 1933 e reformado várias vezes até hoje.
Nesta semana, uma comissão especial da Câmara de Vereadores será formada para discutir o melhor destino para o Paulo Machado de Carvalho. A Secretaria Municipal de Esportes, responsável pela administração do estádio, alega ter chegado ao limite para investir no local. ''Não vejo motivo para gastar R$ 2,5 milhões por ano num equipamento que serve apenas ao futebol profissional'', argumentou o secretário Walter Feldman.
A alternativa mais viável, do ponto de vista financeiro, seria a concessão ao Corinthians. O clube aceita. ''É o nosso plano A'', disse o diretor de marketing Luiz Paulo Rosenberg. O cartola afirma ser possível captar R$ 100 milhões com parceiros, ''para deixar o estádio com a cara do Timão''.
O tombamento do Pacaembu não é problema: a presidente do Condephaat, Rovena Negreiros, deixou claro que a preservação do patrimônio não impede que o estádio seja repassado ao clube do Parque São Jorge.
Roberto Rivellino, um dos maiores ídolos da história do Corinthians, defende abertamente a concessão ao time que defendeu entre 1963 e 1975. ''É como minha segunda casa, sempre foi meu estádio preferido em São Paulo'', disse o ex-craque.
Rivellino jogou tantas vezes no Pacaembu que não consegue citar menos que cinco jogos e gols inesquecíveis no campo. ''Só tenho boas lembranças de lá'', afirmou. ''Lamento apenas pela destruição da concha acústica, era linda, para a construção do tobogã''.


