Aos 40, Romário quer ser deputado
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domingo, 29 de janeiro de 2006
Das Agências 
Rio de Janeiro - O atacante Romário, que comemora 40 anos hoje, declarou que existe a possibilidade de ingressar na política. Ele já filiou-se ao Partido Progressista (PP), mesma sigla do presidente do Vasco, Eurico Miranda. O artilheiro pode concorrer nas eleições, em outubro, para deputado federal. Sua intenção é a de angariar recursos para ajudar crianças carentes e com síndrome de Down.
Em 2005, Romário teve uma filha portadora da doença, a menina Yvi. Para o craque, ela mudou sua vida. ''Me falaram que tendo contato lá em cima, as coisas facilitam. Não tenho vocação para política, mas vou tentar'', disse.
A candidatura do atacante do Vasco ainda depende da aprovação na convenção do PP, marcada para junho. Ex-deputado federal, Eurico foi quem convenceu o craque a tentar a carreira política. Derrotado nas urnas em 2002, o dirigente cruzmaltino deve concorrer novamente ao cargo neste ano.
Romário ainda não definiu quando encerrará a carreira. ''Desde os 28 anos, falo que vou parar e isso nunca acontece''. E certamente ele não sairá de cena por questões técnicas. ''Atualmente, o pessoal corre muito, mas pensa pouco. Estou há dois anos na frente deles'', disse, arrancando gargalhadas na sala de imprensa, em São Januário. ''O nível é fraco. Há dez anos, só entro em campo para fazer gols. Vivo disso''. O primeiro gol no time profissional do Vasco foi marcado em 1985.
Bem-humorado, Romário falou sobre vários assuntos, inclusive sobre o fato de chegar aos 40 anos. Confira alguns trechos:
Mil gols
''Hoje (dia 25) foram mais dois gols na conta. A própria Fifa já oficializou a minha marca e agora continuo querendo chegar o mais próximo dos 1.000 gols. Pessoas competentes fizeram pesquisas e chegaram a este número. Não resta dúvida, agora faltam 51''.
40 anos
''Algumas pessoas dizem que a vida começa aos 40. Sou feliz assim, tenho uma grande família e 80% ou 90% do que almejei no futebol, eu consegui. Seria até injusto com o Papai do Céu se eu falasse que não sou feliz''.
Marrento
''Não fui e não sou um cara fácil de lidar. Tenho um comportamento diferenciado. Nem certo, nem errado, apenas diferente. No geral fiz muito mais amigos no futebol. Chego aos 40 anos amarradão''.
Aposentadoria
''A minha mãe, principalmente, não me deixa parar de jogar. Meu pai e meu irmão também. Como os atacantes que estão por aí são muito fracos, eu continuo jogando''.
Amor pelo Vasco
''Fiquei no Vasco por três motivos. O relacionamento que tenho com o presidente (Eurico Miranda) é maravilhoso. O Vasco tem atualmente o comando de um treinador que em breve será um dos melhores do Brasil e é um cara que entende minha atual situação. O terceiro motivo foi a torcida do Vasco. Na última passagem por aqui tivemos alguns problemas, mas hoje em dia a relação é perfeita. É uma torcida que me respeita e que me passa confiança''.


