Aos 37 anos, Silas encerra a carreira
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 09 de abril de 2003
Agência Estado 
Campinas - Aos 37 anos, com a vida estabilizada e cansado da rotina do futebol, o meia Silas resolveu pendurar as chuteiras. O craque que despontou no time do São Paulo de 1985, na época em que o técnico Cilinho comandou os ''Menudos do Morumbi'', jogando ao lado de Muller, Sidney e do já consagrado Careca decidiu deixar a bola de lado para se dedicar integralmente à família. Promete ainda jogar tênis com os amigos, sem descuidar dos negócios que inclui três pastelarias populares em Campinas.
Silas não pretende, porém, ficar tão longe da bola. Já é procurador de 12 jogadores e pretende expandir os negócios embora reconheça que o ''momento é delicado''. Não se diz frustrado com o futebol, mesmo porque foi através do esporte que pode difundir o grupo ''Atletas de Cristo''. ''Só não consegui ser campeão do mundo profissional (foi campeão mundial sub-17 na Rússia), mas me sinto totalmente realizado''.
Atleta dedicado e muito regular, ao longo de 18 anos acumulou títulos. Foi campeão paulista três vezes pelo São Paulo (1985, 87 e 89) e campeão brasileiro em 86. Participou de duas Copas do Mundo 86 e 90 e foi campeão da Copa América, em 89. Na Itália, defendeu o Cesena e sagrou-se campeão da Recopa pelo Sampdoria (1991/92). Atuou no Sporting e Benfica de Portugal e foi campeão argentino pelo San Lorenzo de Almagro (95). No Japão defendeu o Kyoto Purple Sanga (1998/99).
No Brasil atuou em vários clubes como Inter (campeão gaúcho e da Copa do Brasil em 1992) Vasco da Gama, Atlético-PR (campeão estadual em 2000) e América-MG. Nos últimos anos aceitou o desafio de jogar no interior paulista. Passou por Rio Branco de Americana e Ituano. Em 2002 ajudou o amigo Pepe a livrar a Portuguesa Santista do rebaixamento no Paulistão. Nesta temporada não teve a mesma sorte com a Internacional de Limeira.


