Aos 18 anos, ginasta de Toledo trilha caminho de campeã no esporte
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 06 de maio de 2010
Renato Oliveira<br>Reportagem Local 
Depois de Londrina centralizar as principais estrelas da ginástica rítmica brasileira, a região oeste do Estado começa a revelar seus primeiros talentos. A jovem Angélica Kvieczynski, de 18 anos, que recentemente faturou seis medalhas de ouro nos Jogos Sul-Americanos de Medellín, na Colômbia, coloca aos poucos Toledo no mapa da GR nacional.
A próxima parada da atleta é o Grand Prix de Marbella, na Espanha, entre os dias 14 e 16 de março. Ela viaja na terça-feira, dia 11, com a missão de se apresentar bem para superar a marca de 2009, quando terminou na 16 posição do ranking da Federação Mundial de Ginástica Rítmica. Ainda haverá outras cinco etapas no decorrer do ano.
A menina ainda é tricampeã brasileira adulto (2007, 2008 e 2009) e investe todas as fichas na carreira de ginasta profissional. Recentemente, passou um mês na Rússia com a técnica Anita Klemann participando de oficinas e treinamentos. No ano passado, ela conseguiu a 10 colocação na Copa do Mundo de Ginástica, torneio mais importante da modalidade.
Com domínio dos quatro aparelhos da GR, Angélica não esconde a preferência por competições individuais. ''Não gosto de depender dos outros'', afirma quando questionada sobre os motivos. Porém, quando é chamada para integrar algum conjunto está sempre prestes a atender.
Quando estava na Rússia, a menina observou que as diferenças no estilo são mínimas. ''Só o ballet que tem alguns detalhes, como mais movimentos diagonais. O que pesa é o treinanemto. Elas ficam o dia todo sem almoço. Mas o tempo é parecido, elas também fazem até oito horas por dia'', explica.
Todo este esforço é para garantir um lugar nos próximos Jogos Olímpicos, em Londres. A técnica Anita Klemann explica que para obter o índice é necessário ficar entre as 16 melhores no Mundial de GR de 2009, 2010 e 2011. ''Mesmo não participando do torneio no ano passado ela ainda tem condições. Mas precisa ir muito bem nesse ano e no próximo'', explicou.
Cultura
A técnica acompanha a carreira da pupila de perto e também esteve na Rússia durante a temporada de treinamentos. Ela afirma que o panorama da ginástica rítmica para os russos é similar ao futebol para os brasileiros. ''É uma questão cultural. Lá existe um monte de meninas querendo ser a melhor do mundo'', exemplifica.
Porém, Anita ressalta que as brasileiras não deixam a desejar no quesito talento. ''Lá existem milhões de ginastas, faz parte da tradição deles. A diferença é na forma de ver as coisas, uma outra realidade. Aqui já foi pior e está melhorando aos poucos''.


