Ao TJD, Gubert nega esquema de arbitragem
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sexta-feira, 02 de setembro de 2005
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
O Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Paranaense de Futebol (FPF) começou ontem a ouvir os envolvidos no suposto esquema de corrupção na arbitragem da Série Prata do Campeonato Paranaense. Os presidentes Sílvio Cosmoski (do Operário de Ponta Grossa), Sílvio Gubert (do Conselho Deliberativo do Operário) e Valdir de Souza (da da Comissão de Arbitragem da FPF), foram os primeiros a serem ouvidos.
Cosmoski afirmou que o Fantasma passa por uma crise financeira e não teria dinheiro para o suborno. Já Gubert, autor das denúncias no programa ''Histórias do Esporte'', da ESPN Brasil, desmentiu o que disse na tevê e entrou em contradição com o que falou em uma coletiva na segunda-feira.
Sem saber que estava sendo filmado, ele afirmou que pagava R$ 2 mil por jogo em casa para ser beneficiado. Na segunda-feira, o cartola disse que foi vítima de montagem e que se referia a histórias do passado atualizando para a moeda atual. Já no depoimento, Gubert disse que os R$ 2 mil são referentes à taxa de arbitragem cerca de R$ 1,2 mil mais as despesas de deslocamento dos árbitros. O estranho é como os árbitros gastariam R$ 800 de deslocamento num trecho de aproximadamente 110 quilômetros, entre Curitiba e Ponta Grossa, por exemplo.
Sobre o tal Bruxo, que seria o negociador da FPF no esquema, Gubert disse que costuma se referir às outras pessoas como ''bruxo'' ou ''fera'', ao invés de dizer o nome e que não existe nenhum negociador. Já Souza disse que não conhecia o suposto esquema e que todos os árbitros assinam um termo de honestidade.
O auditor do TJD, Otacílio Sacerdote Filho, vai ouvir na próxima semana o vice-presidente da comissão de arbitragem, Antônio Carvalho, o árbitro da partida entre Operário e São José, Antônio Salazar Moreno, e o colunista do jornal Tribuna do Paraná, Augusto Mafuz.


