Ao lado, Pelé, Garrincha, Zizinho, Didi e Canhoteiro
De Sordi foi um homem de sorte. Teve o privilégio de atuar ao lado de Zizinho, Dino Sani e Canhoteiro no São Paulo, além de Garrincha, Didi, Nílton Santos e Pelé na seleção. O senhor comedido dá lugar ao ex-companheiro que sabe exatamente a dimensão de ter entrado em campo junto com uma geração que ratificou o Brasil como o País do futebol.
O Canhoteiro era fantástico. Arrebentava com as defesas. Driblava várias vezes em um espaço curto. Era o Garrincha da esquerda, mas só pensava em driblar para frente, conta, sobre o mítico ponta-esquerda. O Zizinho chegou e acertou o São Paulo. Era um grande jogador, pena que gostava muito das boates, pondera. Na Copa de 58, Pelé era um molecão muito alegre e Garrincha era sempre divertido.
De Sordi, admirador da Córeia do Sul e do Senegal na Copa em andamento, não se envergonha de destacar um 0 a 0 como sua partida preferida na seleção brasileira, ainda que em sua época os goleadores imperassem nos gramados. O empate sem gol na primeira fase da Copa da Suécia diante da Inglaterra abrigou sua atuação mais elogiada. Nós conseguimos evitar as bolas altas na área, o que garantiu o empate. Foi um grande jogo. Qualquer um dos dois poderia ter ganho. (L.F.M.)





