Ao fim do dia, sorriso é para poucos
Tristeza para alguns, alegria e sensação de dever cumprido para poucos. A divulgação do resultado da peneirada é o momento mais esperado e ao mesmo tempo mais temido pelos adolescentes. Na seleção acompanhada pela reportagem da Folha, somente dois garotos puderam sorrir. Ainda falta muito, mas, pelo menos, os dois podem continuar vislumbrando um futuro promissor nos campos de futebol. Aos outros sete restou voltar para casa com a certeza de que o sonho permanece vivo em seus corações.
O meia-atacante Diogo Júnior Pereira, 14 anos, demonstrou uma técnica e raça impressionantes durante o coletivo. Antes do início da seleção, o técnico Jair Machado já dava indícios de que o menino de Marília, interior de São Paulo, seria aprovado. ''Em todos os treinos que participou ele marcou dois ou mais gols'', contava o técnico.
Ciente do bom desempenho nos testes, Diogo não demonstrou grande surpresa ao ser informado da decisão. ''Estava esperando.''
Alguns deficiências de Diogo deverão ser trabalhados pela comissão técnica. ''Serão eliminadas com o trabalho'', observou o técnico Wilson Silva.
O outro aprovado na categoria infantil já tem experiência em outros clubes. O paulistano Bruno Roque de Souza, 15, já treinou no Flamengo, de Guarulhos (SP), e no Atlético, de Ilhota (SC). A personalidade e a liderança demonstradas dentro de campo lhe deram pontos consideráveis na corrida por uma vaga. ''Estou muito feliz. Acredito que terei um bom desempenho. Minha família sempre esteve ao meu lado e isso ajuda'', frisou.
Conforme Machado, alguns dos garotos que não foram aprovados têm qualidade, mas enfrentam uma forte concorrência dentro do próprio clube. ''Temos outros jogadores na mesma posição deles. Futebol é feito de oportunidades'', concluiu. (G.A.)





