Rio - À permanência de Scolari na Seleção estão vinculadas a outras duas: a do auxiliar-técnico Flávio Teixeira, o Murtosa e a do preparador-físico, Paulo César Paixão. Já o coordenador-técnico Antônio Lopes deixa a comissão-técnica.
Lopes assegurou que seu desejo é o de voltar a dirigir clubes. O coordenador-técnico da Seleção afirmou já ter recebido, inclusive, dois convites, um do Botafogo e outro do Atlético-PR. Mas, preferiu participar da reunião com Teixeira, antes de anunciar oficialmente sua saída da comissão-técnica.
O supervisor-técnico Américo Faria e o médico José Luiz Runco, não vão deixar a seleção. Faria é o mais experiente da equipe e já trabalhou em quatro Copas do Mundo. A eficiência do profissional é inconstestável, tanto que foi chamado às pressas, para socorrer Scolari e Lopes, inexperientes em Mundiais.
Runco é outro que se tornou uma unanimidade na seleção brasileira. O médico, desde a saída do técnico Zagallo, em 1998, vem resistindo a todos os treinadores que passaram pela equipe, como Vanderlei Luxemburgo e Emerson Leão.
''Não tenho mais vínculo com a CBF e dependo deles me chamarem'', informou Runco, que permanecendo não vai se desfazer do restante da equipe médica. Com o quadro de permanência dos principais integrantes da comissão-técnica resolvido, ficam faltando apenas um dos mais cobiçados cargos: o de assessor de Imprensa. Atualmente ele é ocupado por Rodrigo Paiva, que dificilmente permanecerá, porque desempenha as mesmas funções para o craque Ronaldo, da Internazionale, de Milão.
Há quem aposte na CBF, que Paiva pode continuar na seleção e, a exemplo dos jogadores, só exercer sua função na época em que a equipe estiver reunida. O que não atrapalharia seu trabalho com Ronaldo, já que o Fenômeno é a principal unânimidade da Seleção e sua ausência em qualquer lista, hoje, é impensável. Neste caso, um outro profissional seria contratado para cuidar dos assuntos relativos à entidade.

mockup