Antônio Carlos sonha com presidência do Corinthians
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domingo, 13 de janeiro de 2008
Cosme Rímoli<br>Agência Estado 
Itu - Seguir o caminho de Rummenigge no Bayern de Munique. Esse é o sonho do todo-poderoso Antônio Carlos. O ex-jogador do clube, atual diretor-técnico, deseja acabar na presidência do Corinthians.
''Eu sei que a minha carreira como dirigente vai depender muito do sucesso imediato no Corinthians. Por isso, sei que fui procurar os jogadores certos que o Mano Menezes indicou, com a verba reduzida que tínhamos para montar um novo time. E fomos buscar jogadores de confiança. O Corinthians vai ser outro em 2008'', aposta Antônio Carlos.
O ex-zagueiro de 38 anos merece ser chamado de todo-poderoso. ''Ele é meu irmão. Tem a minha total confiança para negociar em nome do Corinthians. Ele faz negociações que só vou saber depois'', assegura o presidente Andrés Sanchez.
Antônio Carlos colocou sua credibilidade em risco com a dúzia de jogadores que contratou. ''Tem gente falando besteira, que eu contratei de baciada. Mas essa baciada foi escolhida com critério. São jogadores que o Mano aposta e eu conheço a maioria. Aposto que não decepcionarão'', afirma Antônio Carlos.
O dirigente tem usado até sua amizade para contratar os jogadores. ''Ele me convenceu que é melhor jogar a Série B com o Corinthians que a Libertadores com o Santos. Confiei no meu amigo'', diz o lateral Alessandro.
Crises
Em pouco mais de um mês no cargo, Antônio Carlos teve de enfrentar sua primeira crise. Com o goleiro Felipe. O diretor disse que um jogador que foi rebaixado três vezes deveria se contentar com um salário de R$ 71 mil. O goleiro não gostou e quase foi parar no Fluminense. Só ficou depois do aumento que elevou seus ganhos a R$ 80 mil. No combate público, os empresários de Felipe reagiram e revelaram o salário de Antônio Carlos: R$ 60 mil mensais.
O agora dirigente jura que tudo acabou bem. ''Eu estava brigando pelo Corinthians e o Felipe, por ele. Nós tivemos uma conversa séria e nos acertamos. Reformas de contratos são assim. Precisamos ser profissionais, sem ressentimentos.''
Foi Antônio Carlos quem convenceu todos a dar uma segunda chance a Fábio Ferreira. As torcidas uniformizadas e os conselheiros o queriam fora do clube, devido às festas que deu no apartamento que dividia com Zelão. As farras aconteciam mesmo com o Corinthians ficando cada vez mais ameaçado de rebaixamento. Zelão foi parar no Saturn, da Rússia.
Antônio Carlos não vê um ex-jogador como ele que tenha feito sucesso como dirigente no Brasil. Lembra-se de Leonardo, do Milan. ''O Leonardo tem o perfil que me agrada. Ele é vivido, jogou em vários clubes e países. Sabe como as coisas funcionam. Mas também ele tem por trás a estrutura do Milan. Trabalhar no Brasil é muito diferente. Tudo é mais difícil.''
Depois de domar Felipe, segurar Fábio Ferreira, dispensar Vampeta e Betão sem drama, o diretor revela que o que já acha bom agora ficará muito melhor em maio. ''Chegará dinheiro para trazer pelo menos mais três jogadores de talento'', antecipa o diretor. A equipe será reforçada não só para disputar a Série B, mas para vencê-la. O plano dos dirigentes é repatriar atletas para utilizá-los a partir de junho.
Depois da atual dura realidade do Corinthians, Antônio Carlos tem espaço para revelar o sonho. ''Tenho muita identificação com o Corinthians. Fui jogador e estou dando o máximo como dirigente. Quem sabe se no futuro não acabo na presidência do clube? Mas tenho de ganhar agora. Agora.''


