Antônio Carlos quer consolidar posição de titular
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quinta-feira, 03 de junho de 1999
Por Sílvio Barsetti 
Salvador, 04 (AE) - No setor de defesa, o zagueiro Antonio Carlos pode ser considerado o único titular do time de Wanderley Luxemburgo para a Copa América. Ele atuou em todos os amistosos da seleção brasileira no ano passado, contra Iugoslávia, Equador e Rússia, e quer aproveitar os dois jogos com a Holanda para consolidar sua posição no grupo. Antonio Carlos ainda guarda na memória a contusão sofrida na véspera da Copa dos Estados Unidos
em 1994, quando teve uma fratura do malar numa partida do Palmeiras com o São Paulo. Foi preterido por Carlos Alberto Parreira e não teve o nome incluído em nenhuma convocação da era Zagallo.
Aos 29 anos, com bagagem no futebol brasileiro e europeu, Antonio Carlos está convicto de que chegou o momento de não mais sair da seleção até a Copa de 2002. "Sou vitorioso, mas gostaria de encerrar minha carreira no futebol com um título de Copa do Mundo." É o que falta em seu currículo. Pela seleção, ele ganhou inclusive a Copa América, de 1993, e obteve a classificação nas eliminatórias para a Copa dos Estados Unidos. Antonio Carlos, no entanto, não quer apenas o Mundial. "Vou fazer de tudo para estar entre os três com idade acima de 23 anos na seleção olímpica."
O zagueiro trabalhou com Luxemburgo durante três anos no Palmeiras e conhece o estilo do treinador. "Há uma reciprocidade entre nós e sei que ele é muito disciplinador." A idéia de que os jogadores convocados para a Copa América devam se apresentar dia 15, em Foz do Iguaçu, não é contestada por Antonio Carlos, ao contrário de outros jogadores que estão em Salvador e preferiam um prazo menor de permanência em Foz.
Segundo ele, os clubes da Europa vão dar 15 dias de descanso aos brasileiros que disputarem a Copa América. "Ninguém terá as férias comprometidas." Antonio Carlos, companheiro de Aldair na Roma, acredita estar na melhor fase de sua vida, com maturidade, experiência e reconhecimento internacional. Prova disso foi a sua convocação para jogo recente, em Roma, entre uma seleção da Europa e outra, com jogadores de outros continentes, da qual fez parte. Pai de Natália, de 9 anos, e Giovanna, de 2 anos, ele espera para os próximos dias o nascimento de seu primeiro filho. "Eu e minha mulher, Sonia, ainda não decidimos o nome dele."
Em Roma há dois anos, o zagueiro tem hábitos saudáveis, como visitar o Coliseu, a Fontana de Trevi, a Praça de São Pedro e outros locais históricos da cidade. Normalmente, vai a esses lugares em companhia de amigos ou de parentes. Nos dias de folga
leva as filhas para uma caminhada na bela Praça de Navona, onde está situada a embaixada do Brasil na Itália. A abordagem dos torcedores da Roma é quase sistemática. "Eles são calorosos e expansivos como os brasileiros." Às vezes, porém, prefere um passeio a cidades vizinhas, como Perúgia, para desfrutar de privacidade.


