Antônio Carlos inicia trajetória no Palmeiras
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sábado, 20 de fevereiro de 2010
Das agências 
São Paulo - Uma nova era começa no Palmeiras, a partir de hoje, quando a equipe disputa o clássico com o São Paulo, pelo Campeonato Paulista. Antônio Carlos, ex-zagueiro que marcou época no Palestra Itália, comandará o time pela primeira vez. Ele assumiu o comando técnico na sexta-feira, um dia depois de Muricy Ramalho ser demitido. Por uma grande coincidência, o novo treinador teve participação direta na demissão do antigo. Antônio Carlos era o técnico do São Caetano, que na quarta-feira aplicou uma impiedosa goleada de 4 a 1 no Verdão. O resultado foi decisivo para a saída de Muricy.
Antônio Carlos chegou ao Palmeiras querendo mostrar serviço. Fez questão de treinar o time na sexta e ontem e, principalmente, de estar no banco de reservas contra o rival do Morumbi.
O novo chefe tem consciência que chega num time sob pressão. A derrota para o São Caetano aflorou ainda mais os ânimos dos torcedores. ''Fui ídolo aqui e chego com outra função. O que posso fazer é pedir paciência para trabalharmos com tranquilidade. Espero que tenhamos o apoio da torcida.''
Como não basta contar com o apoio dos torcedores, o treinador promete mexer na forma do time jogar. ''O time tem de ter toque e posse de bola. O Palmeiras sempre foi assim em sua história. Não me lembro de uma equipe campeã aqui vencendo só na raça'', recordou. ''Sempre tivemos jogadores técnicos e espero poder fazer isso agora também.''
De acordo com o novo treinador, Diego Souza voltará a atuar no meio-campo, sua posição de origem, e o meio-campo terá apenas dois volantes - o time de Muricy vinha atuando com três volantes e enfrentando muitas dificuldades para criar jogadas.
Outro lado
O São Paulo mostra cautela com o clássico deste domingo. Jogadores e comissão técnica entendem que o Palmeiras está em crise, consideram que estão em melhor momento, mas evitam se declarar favoritos. Não sabem o que esperar do adversário depois da troca de Muricy Ramalho por Antônio Carlos.
''Não temos uma certeza. Os resultados não costumam comprovar muita coisa. Há times que trocam de técnico e psicologicamente funciona por três jogos, mas depois voltam à estaca zero'', comentou o técnico Ricardo Gomes.
Os são-paulinos temem que os jogadores palmeirenses queiram mostrar serviço ao novo comandante e deixarem a culpa dos fracassos recentes nos ombros de Muricy. ''Não podemos levar essa situação do Palmeiras em conta. Num momento como esse, os profissionais de lá podem se superar e dar a volta por cima contra nós'', afirmou Jorge Wagner, uma das apostas do São Paulo para o jogo no Palestra Itália.
Ele e Cicinho são velhos carrascos alviverdes. ''Eu dou sorte contra o Palmeiras. Aquele gol (no jogo de ida da Libertadores de 2005) foi o mais bonito e o mais importante que fiz contra o Palmeiras. Foi uma vitória difícil, que nos deu confiança para o segundo jogo e para arrancar na Libertadores'', afirmou o ala-direito tricolor.
Jorge Wagner anotou o gol no 1 a 0 no Parque Antarctica no Brasileiro-07. ''Foi uma jogada que começou com o Dagoberto, o Aloisio ajeitou, e dei um toquinho'', lembrou o atleta, que também pode atuar na lateral ou no meio.
O técnico Ricardo Gomes não deverá poupar atletas, embora priorize o duelo contra o Once Caldas, na quinta. Richarlyson, suspenso, não joga.
EM SÃO PAULO
Palmeiras
Marcos; Figueroa, Léo, Danilo e Armero; Pierre, Márcio Araújo (Edinho), Cleiton Xavier e Diego Souza; Lenny e Robert. Técnico: Antônio Carlos
São Paulo
Rogério Ceni; Cicinho, Xandão, Miranda e Jorge Wagner; Jean, Léo Lima (Renato Silva), Hernanes e Cléber Santana; Marcelinho Paraíba e Washington. Técnico: Ricardo Gomes
Árbitro: Rodrigo Martins Cintra
Estádio: Palestra Itália
Horário: 17 horas


