Antônio Carlos diz que título é questão de honra
Luiz Claudio Oliveira
Enviado da Folha
O zagueiro Antônio Carlos usa o passado e o futuro como motivação para tentar a vitória contra o Uruguai na decisão da Copa América, amanhã, em Assunção. O passado, porque estava na decisão da Copa América de 95, em Montevidéu, vencida nos pênaltis pelos uruguaios. O futuro, porque o defensor sonha em estar na Copa do Mundo de 2002.
A decisão de 1995 não traz boas recordações ao zagueiro - não só pela derrota nos pênaltis, mas porque a Seleção Brasileira tomou um gol justamente quando ele acabara de entrar em campo.
Antônio Carlos estava no banco de reservas e o Brasil vencia por 1 a 0 quando ele foi chamado. Assim que entrou, não conseguiu cortar um cruzamento e houve o gol do empate uruguaio. Agora é questão de honra para mim ganhar este título, diz o zagueiro.
Mas a motivação dele também está no futuro. O zagueiro pretende se firmar como titular da Seleção desde já para garantir convocação não só para as eliminatórias da Copa do Mundo, como também para as Olimpíadas de Sidney.
Apesar de não ter mais idade para disputar o Pré-olímpico e as Olimpíadas, ele gostaria de estar entre os três jogadores acima desta idade - 23 anos - que podem ser convocados em cada seleção. Toda esta vontade de estar no time é reflexo do trauma Zagallo. O ex-técnico não deu nenhuma chance ao zagueiro durante quatro anos.
- Fiquei chateado não só por mim, mas também por outros zagueiros, como o Cléber, que estava vivendo um grande momento e também não teve chances com Zagallo.
Antônio Carlos faz uma comparação entre Zalayeta, o artilheiro do Uruguai, que tem três gols na Copa, e Palermo, da Argentina. O Zalayeta é um bom jogador, que protege bem a bola e cabeceia bem. É mais habilidoso que o Palermo e por isso não podemos dar espaço para ele.





