São Paulo - O controle de dopagem na Stock Car será menos rigoroso do que o desejado pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). E, o que é pior, corre o risco de não passar da etapa de abertura da temporada, no próximo dia 13, em Interlagos, São Paulo. A informação foi confirmada pelo médico-chefe da categoria, Dino Altmann, e pelo presidente da CBA, Paulo Scaglione.
Apenas seis pilotos, entre a Stock Car, Stock Jr. e Copa Vicar, serão sorteados após a corrida para se submeter ao exame antidoping. As amostras serão encaminhadas para o laboratório Ladetec, do Rio de Janeiro, o único no País autorizado pela Agência Mundial Antidoping (Wada). Os resultados saem, no mínimo, em dois meses. A necessidade do exame vem sendo discutida desde que Renato Russo, da Stock Car Light, denunciou em fevereiro que pilotos consumiam drogas e bebidas alcoólicas antes das provas.
Ocorre que nem para a segunda corrida da temporada, em Brasília, dia 4 de maio, muito menos para as demais, se tem notícia de que os testes serão feitos como deveriam. ''Não temos certeza que ocorrerá o controle em todas as etapas, porque não sabemos das condições de coleta de todos os autódromos'', disse Dino Altmann.

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