Rio - O atacante Adriano apelou para o apoio da família e retornou ontem ao Brasil com o objetivo de recuperar a tranqüilidade e se apresentar bem psicologicamente ao técnico da seleção, Carlos Alberto Parreira. Durante o desembarque no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o atleta disse que não terá problemas em atuar ao lado de Ronaldo, do Real Madrid, na Copa do Mundo e ainda fez críticas a seu clube, a Internazionale, de Milão, que na quinta-feira se sagrou campeã da Copa da Itália.
  ‘‘Vim para ficar com a minha família, esquecer o que passei na Inter e espero que eles me ajudem a chegar tranqüilo e concentrado na Copa do Mundo’’, afirmou Adriano. ‘‘Quero rever meus amigos e aproveitar bem esses dias para me divertir. Dar a volta por cima.’’
  Além de recuperar o lado emocional, Adriano também tem a preocupação de se livrar de dores no músculo posterior da coxa direita. Explicou que há três semanas vem sentindo o problema e isso o ajudou a ser dispensado da última partida da Inter, pelo Campeonato Italiano, contra o Cagliari, hoje. Ressaltou não ser uma contusão grave e que um ‘‘simples’’ trabalho de recuperação será o suficiente para deixá-lo em 100% de sua condição física.
  Apesar de ser um nome certo na lista de convocados à Copa, na segunda-feira pela manhã, Adriano contou estar ansioso. E já destacou que não vê problemas em atuar ao lado de Ronaldo, por ambos possuírem características semelhantes. Lembrou que os dois treinaram juntos e sabem como se posicionarem em campo.
  O atacante não poupou críticas a Internazionale mas revelou o desejo de permanecer na equipe e cumprir seu contrato que vai até 2010. Disse que o time está atuando sem ‘‘felicidade, empenho’’ e atacou, principalmente, o meia argentino Verón, com quem teve um desentendimento nesta temporada. ‘‘Não tenho problemas com argentinos. O meu problema é o Verón e nós só discutimos. Ele é um bom jogador, mas precisa colocar o pezinho no chão.’’

  Gilberto – Vencer um Mundial jogando no seu próprio estádio, diante de bilhões de espectadores que acompanham a partida pela TV no mundo todo, atuando pela seleção de seu país na sua própria casa. Estar na final da Copa do Mundo em 9 de julho, em Berlim, é o sonho de qualquer jogador e é o que parece motivar Gilberto, 31 anos, lateral-esquerdo do Hertha Berlin que faz a sua segunda temporada na capital alemã e que ainda acredita na convocação de segunda-feira para disputar seu primeiro Mundial.
  ‘‘Tenho esperança que o Parreira me convoque para a reserva do Roberto Carlos. Mesmo porque esta é uma das posições que ainda não estão definidas. Confio nas minhas atuações na Copa das Confederações e nas Eliminatórias para ganhar esta vaga’’, diz o ex-lateral-esquerdo do Flamengo, Grêmio e São Caetano.

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