Depois de obter a primeira vitória de sua carreira na Fórmula 1 no GP da Alemanha, em Hockenheim, o piloto brasileiro Rubens Barrichello, da Ferrari, está na expectativa do GP da Hungria, próxima etapa do Mundial, que será disputado domingo, no circuito de Hungaroring, em Budapeste. Para Rubinho, a sensação de disputar a primeira corrida após sua primeira vitória deve ser algo diferente de tudo que já experimentou antes no automobilismo.
‘‘O certo é que vou tentar ganhar o maior número de pontos possíveis para a equipe. Alguns pilotos, inclusive o Hakkinen, me disseram que, após ganhar a primeira corrida da carreira, a gente tem uma sensação diferente na prova seguinte. Mas só vou ter certeza de como é esta sensação depois que a disputa começar’’, declarou Barrichello.
Dez pontos atrás de Michael Schumacher e oito de David Coulthard e Mika Hakkinen no Campeonato Mundial de Pilotos, o brasileiro pode até alcançar seu companheiro de equipe na liderança, caso vença e os rivais não obtenham bons resultados na prova. Para Rubinho, o circuito húngaro possibilita o acontecimento de várias surpresas: ‘‘Hungaroring é um circuito complicado e tudo pode acontecer’’, afirmou.
Michael Schumacher concorda com Barrichello a respeito da dificuldades que todos os pilotos encontrarão na Hungria: ‘‘É uma pista traiçoeira. Não possui muita aderência, por isso é fundamental ter um carro bem equilibrado. Já venci lá em 94, pela Benetton, e em 98, já pela Ferrari, e espero repetir o feito. Mas acho prioritário passar bem pela primeira curva, que é um dos poucos pontos de ultrapassagem do circuito’’, afirmou o alemão, que nas duas últimas provas da temporada – Áustria e Alemanha – não passou da primeira curva, envolvido em acidentes com Ricardo Zonta e Giancarlo Fisichella.
Schumacher voltou a elogiar seu companheiro de equipe, mas aproveitou para dar uma pequena ‘‘alfinetada’’ em Rubens Barrichello: ‘‘Sem dúvida, Rubens é o melhor companheiro de equipe que já tive. É um grande piloto, e o que fez em Hockenheim prova o que digo. No entanto, ainda me considero superior a ele.’’
O francês Jean Todt, diretor esportivo da Ferrari, acha que a prova húngara será decidida pela estratégia usada pelas equipes. ‘‘Na Hungria, o pit-stop é chave, pois os pneus se desgastam muito. Se formos bem neste aspecto, aumentaremos consideravelmente nossas chances de vitória’’.
Os treinos no circuito de Hungaroring começam na sexta-feira.

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