São Luís - O decepcionante empate do Corinthians diante do Sampaio Corrêa, quarta-feira, em sua estréia na Copa do Brasil, desencadeou uma reação de proteção a Tite que foi instintiva. ''Não há a menor possibilidade de ele ser mandado embora. O Tite é o menos culpado neste processo'', disse o vice-presidente de futebol, Andres Sanchez.
''O Corinthians precisa de contratações urgentes e não demitir o técnico. Essa cultura imediatista que é responsável pelo futebol brasileiro está perto da falência'', discursou o diretor Paulo Angioni.
Tite está se mantendo calmo com as cobranças. ''Se as pessoas não têm capacidade de perceber que mal começou o processo de formação do time não é culpa minha. Não tenho medo de sair do Corinthians. Essa é uma possibilidade que existe para todos os técnicos. Minha consciência está tranquila que estou fazendo o melhor'', disse.
''Eu não acredito como as pessoas são precipitadas. O Tite não teve tempo de fazer sequer um coletivo com os dois principais reforços, o Tevez e o Carlos Alberto. A equipe não tem conjunto. O mal no futebol brasileiro é que sempre se procura um culpado quando as coisas não dão certo. Falar do Tite é uma grande bobagem'', desabafava Fábio Costa.
Por falar em culpado, o goleiro repetiu diversas vezes ontem não haver falhado no estranho gol que sofreu do Sampaio Corrêa. ''A bola veio com efeito e eu tinha certeza de que o Anderson iria cabecear. Mas ele se abaixou e a bola tocou no gramado irregular e subiu de um jeito imprevisível e foi no ângulo. Sou homem para assumir os meus erros. Eu não falhei neste lance.''
Os fracos resultados já serviram para irritar o meia Carlos Alberto. O jogador não quis dar entrevista após o jogo contra o Sampaio Corrêa.
Nervoso mesmo ficou o vice Andres Sanchez. A própria PM maranhense confirmou que havia no mínimo oito mil pessoas no estádio na quarta-feira. Na Copa do Brasil quando há empate, a arrecadação é dividida. A diretoria do Sampaio Corrêa entregou um borderô de um público de apenas quatro mil pessoas.
''Não somos otários, idiotas. Eles que fiquem com toda essa arrecadação. No dia 16, em São Paulo, o dinheiro do jogo ficará com o Corinthians'', desabafou Sanchez que se negou a assinar o borderô.

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