Arquivo FolhaPrimeira do anoMichael Andretti teve a experiência suficiente para esperar o momento certo de atacar e ganhou bem Os quatro pilotos mais velozes da Indy dominaram o GP de Miami, a primeira prova da temporada 98: Michael Andretti, Greg Moore, Alessandro Zanardi e Gil de Ferran se revezaram na liderança da corrida, até que um erro de estratégia tirou o brasileiro da briga. A vitória acabou com aquele que tinha o melhor carro. Andretti confessou que nem precisou exigir 100% do carro nas cinco voltas finais para ser bi em Homestead e a 37ª da carreira.
O jovem Moore, de 22 anos, tratou de dar emoção à prova. Com uma arrancada na última volta, colou na traseira de Andretti e recebeu a bandeirada apenas 75 milésimos atrás. O campeão Zanardi completou o pódio e Gil ficou em sétimo, após um pit stop equivocado.
O melhor brasileiro foi Christian Fittipaldi, em quarto lugar. Maurício Gugelmin marcou três pontos, em décimo, Roberto Moreno foi 15º, a uma volta do vencedor, e André Ribeiro, 17º, duas voltas atrás. Os estreantes Tony Kanaan e Hélio Castro Neves pagaram caro pela inexperiência e terminaram a prova no muro.
A corrida poderia ter sido de Moore, não fosse um problema no macaco traseiro do Reynard-Mercedes no primeiro pit stop. Os carros de Indy tem um macaco pneumático acionado por um mecânico assim que pára nos boxes. O de Moore não funcionou na 36ª volta e o canadense ficou parado mais de 30 segundos, perdendo 14 posições. Moore ainda foi obrigado a voltar aos boxes uma segunda vez para repará-lo. Caiu para 15º, mas fez várias ultrapassagens e recuperou-se. No fim, estava consolado. ‘‘Segundo lugar não é um mau começo de temporada’’, admitiu.
Moore contrariou as previsões de que o novo motor Mercedes não aguentaria as 150 voltas da prova. Na realidade, o Mercedes mostrou muita potência nos treinos e resistência na corrida.
Andretti pilotou com o arrojo de sempre, ‘‘costurando’’ os adversários no tráfego. Ultrapassou Zanardi três vezes e Gil de Ferran outras duas. E ainda contou com a eficiência da Newman-Haas nos pit stops. A equipe só foi batida pela Ganassi nos reabastecimentos e não cometeu erros como o da Walker, de Gil, que não chamou o piloto para abastecer quando todos pararam, na 76ª volta, em bandeira amarela.

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