Arquivo FolhaTalentoMichael Andretti entrou na pista com um só objetivo: ultrapassar A vitória de Michael Andretti no GP de Miami depois de largar em 14º lugar e o segundo lugar de Paul Tracy, partindo em 16º, comprovaram a competitividade da Fórmula Indy. Qualquer um dos 16 primeiros colocados do grid tinha equipamento capaz de levá-lo à vitória. Prevaleceram o talento e o arrojo de Andretti e Tracy, dois pilotos que, pelo desempenho nos treinos, não estavam entre os favoritos.
Na verdade, o grid de largada não serviu de referência para o desempenho na corrida: os 19 primeiros colocados estavam todos no mesmo segundo, separados por apenas sete décimos. Qualquer melhora conseguida no acerto do carro no treino de aquecimento da manhã de domingo poderia representar um ganho dos preciosos décimos de segundo para andar na frente.
Foi o que aconteceu com Andretti e Tracy. Ambos deixaram seus carros bem equilibrados no warm-up. Crédito para a Newman-Haas e a Penske, as melhores equipes da Indy. Andretti e Tracy foram para a corrida com a única missão de ultrapassar. Outros pilotos, bem mais à frente no grid, preferiram uma direção mais conservadora e se deram mal.
Gil de Ferran optou pelo arrojo e acabou batendo, por um erro ‘‘estúpido’’ de Dennis Vitolo, como acusou Michael Andretti. ‘‘Ele é um pobre piloto que põe os colegas em risco de se machucar’’, disse. Gil, porém, mostrou que entre os sete pilotos brasileiros é o que acelera mais. Com o Reynard-Honda da Walker, poderá brigar pelo título.
O favoritismo que era da Ganassi, equipe campeã com a combinação tida como a mais eficiente, Reynard-Honda-Firestone, em nenhum momento se confirmou. O vencedor da prova usava chassi Swift, motor Ford e pneus Goodyear. Tracy subiu ao pódio com Penske-Mercedes-Goodyear. O carro campeão empurrou Jimmy Vasser só para o terceiro lugar.
A prova de fogo do Swift, da equipe Newmann-Haas, será na Austrália, dia 6 de abril, num circuito de rua onde o frágil câmbio será exigido.
IntervaloO período de 35 dias entre o GP de Miami, realizado domingo, e a prova da Austrália, a segunda etapa da Fórmula Indy, será aproveitado pelas equipes para tentar corrigir problemas visando o restante da temporada. A prova australiana, disputada em circuito de rua, é vista com satisfação pelos times que não conseguiram bom rendimento nos testes em ovais. Para Raul Boesel, da Patrick, o prazo é ideal para conhecer mais o carro. ‘‘Andamos muito pouco em circuito misto. Até agora, estávamos só concentrados nos ovais’’, disse.
A Lola, que enfrenta problemas aerodinâmicos, agendou uma reunião nesta semana para discutir mudanças no seu chassi. ‘‘Este mês será de muitos testes e trabalho pesado. Vamos refazer algumas partes do carro’’, disse André Ribeiro, da Tasman, uma das quatro equipes que usam Lola.

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