São Paulo - A animação de Herrera para permanecer no Parque São Jorge em 2009 contrasta com o pessimismo do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez. Na última sexta-feira, o atacante argentino contou que já acertou salário e tempo de contrato com a diretoria corintiana (três anos). Só que o clube precisa comprá-lo, o que complica todo o negócio.
  ‘‘Os direitos do Herrera estão divididos, parece uma pizza fatiada. É muito complicado’’, admitiu Andrés Sanchez. O Gimnasia de La Plata (Argentina) detém 50% do jogador, enquanto o San Lorenzo (Argentina) e um empresário chamado Raúl Delgado dividem a outra metade.
  O Corinthians conseguiu até uma barganha: em vez de pagar US$ 3 milhões, valor que consta no contrato de empréstimo, pagaria US$ 1,5 milhão. Argumentou que a crise econômica mundial fez o dólar subir muito e que o valor de Herrera ficou fora de mercado. Os parceiros concordaram.
  Só que a cotação das seis parcelas do valor acertado fez com que os três ‘‘proprietários’’ de Herrera batessem cabeça. San Lorenzo e Raúl Delgado topam a sugestão corintiana: para ninguém sair prejudicado com as altas e baixas da moeda americana, seria estipulado valor mínimo e outro máximo, em que os parceiros não receberiam menos do que R$ 2,10 como cotação e o Corinthians não pagaria mais do que R$ 2,30.
  Mas o Gimnasia, que detém o vínculo definitivo do atleta e precisa assinar a transferência, não gostou: prefere arriscar e quer receber a parcela na cotação do dia da moeda americana.

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