As mulheres estão invadindo um setor que, em determinadas modalidades, era exclusivo dos homens. É o caso das árbitras (um total de 52) que estão trabalhando nos Jogos Abertos do Paraná, que terminam hoje em Cascavel. Andréia Dulce Sgarabotto, 23 anos, de Pato Branco (Sudoeste do Estado), atua na bocha, que é disputada apenas no masculino. Em outras modalidades, elas já se fazem presente há algum tempo, isto sem contar na Ginástica Rítmica Desportiva, na qual a maioria é de mulheres. Este ano são 19 mulheres e um homem.
Além de atuar como árbitro, na qual foi a primeira a se formar em todo o Brasil, em 1992, ela também é jogadora, tendo conquistando vários títulos nacionais, sendo o último, o deáBrasileiro de Duplas, defendendo Santa Catarina. Ela começou a jogar bocha aos 8 anos, influenciada pela família. O pai (Ivano) e a mãe (Dulce), além de uma irmã (Adriana, 19 anos), também são praticantes desta modalidade que é bastante conhecida na região, principalmente pela influência da colonização italiana. ‘‘Cresci no meio da bocha e gosto bastante. Além disso, com a minha presença como árbitra, espero atrair mais mulheres para a prática deste esporte, ainda predominantemente masculino’’, diz Andréia.
Ela, que cursa Pedagogia na Unoeste, campus de Francisco Beltrão, também gosta de outras modalidades como vôlei, handebol e basquete, nas quais ‘‘já cheguei a atuar’’. Andréia é a única paranaense que atua como árbitro na bocha. Apesar de ser a única mulher neste meio, Andréia destaca o excelente relacionamento com os companheiros de trabalho, que se preocupam muito com ela. ‘‘Me tratam como filha. No hotel, quando batem na porta do meu quarto, eles abrem as dos seus, para ver quem está querendo falar comigo’’, diz.
Ela também não enfrentou ainda nenhum tipo de problema nos jogos em que atuou. Segundo ela, ‘‘a torcida e os atletas me respeitam’’. Como descendente de italianos, Andrea gosta bastante de massas e não se preocupa com o peso. ‘‘Tenho 1,60 de altura e peso 53 quilos’’, disse. Ela gosta também de música, principalmente as românticas. E aproveita o intervalo de um jogo e outro para ver o namorado, Sílvio de Souza, que também é árbitro, mas de vôlei. Ele disse que aproveitou a folga na escala da sua modalidade e foi até a cancha do Zanoni (saída para Toledo) para ver a namorada.Edson MazzettoEstranho no ninhoAndréia Sgarabotto: ‘A torcida e os jogadores me respeitam’Jairo Gomes

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