André torce para
má fase terminar
em Milwaukee
José Emílio Aguiar
Agência Estado
O brasileiro André Ribeiro espera, enfim, acabar com à má fase no GP de Milwaukee, sétima etapa da Fórmula Indy, neste domingo. André estreará uma nova asa traseira na Penske e confia em que o carro será competitivo. ‘‘Os testes foram animadores’’, contou. ‘‘Não vejo a hora de espantar esta fase ruim.’ Os treinos para a prova começam amanhã.
Em seis etapas, André Ribeiro marcou apenas quatro pontos, de um nono lugar no GP do Japão. O companheiro Al Unser Jr. somou 16, do segundo lugar na mesma prova. A corrida de Motegi e a de Miami foram as únicas em que o carro andou na frente. A Penske jamais teve um início tão ruim de campeonato.
André acha que a dificuldade para acertar o modelo PC 27 se deve ao fato de ser um carro inovador. ‘‘Tivemos muitos problemas de confiabilidade do motor no início dos testes, coisa com que não contávamos’’, lembrou. A eletrônica Magnetti Marelli demorou a funcionar e atrasou todo o programa de desenvolvimento do carro. Por isso, a equipe contratou um piloto de testes, o brasileiro Roberto Moreno, para ajudar a melhorar o carro junto com Unser e André.
Em Milwaukee, a equipe estréia uma asa traseira que aumentou a pressão aerodinâmica do carro nas curvas, ganhando velocidade, e diminuiu o arrasto nas retas. Equipados com o novo aerofólio, Unser e André marcaram 20s5 nos testes de Milwaukee, há duas semanas, superando pilotos como Paul Tracy, Dario Franchitti, Mark Blundell e Maurício Gugelmin. No misto de Mid-Ohio, Unser fez 1min08s1 e só foi superado por Michael Andretti (1min07s3) e Gil de Ferran (1min07s9).

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