André Sá é completa equipe do Brasil na Davis
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domingo, 19 de março de 2000
Por Chiquinho Leite Moreira 
São Paulo, 20 (AE) - Com bons resultados neste início de temporada, o mineiro André Sá mereceu voltar à equipe brasileira da Copa Davis. A Confederação Brasileira de Tênis (CBT) confirmou ontem, como já era esperado, o seu nome como quarto jogador do Brasil para o confronto válido pelas quartas-de-final do Grupo Mundial, com a República Eslovaca, marcado para 7 a 9 de abril no Rio de Janeiro.
O técnico e capitão da equipe brasileira, Ricardo Acioly, revelou que Sá foi chamado pelo bons resultados alcançados este ano, com vitórias sobre jogadores como Vince Spadea, Richard Fromberg e Sargis Sargsian, que o levou as semifinais do torneio de Memphis. Acioly está em Miami acompanhando a disputa do Ericsson Open, que começa quinta-feira
com a presença dos principais tenistas do circuito mundial, inclusive Gustavo Kuerten e Fernando Meligeni. O treinador não comentou o fato de Sá ter alcançado estes resultados em quadras rápidas, enquanto o Brasil enfrenta a Eslováquia em superfície de saibro.
O mineiro André Sá já esteve na equipe brasileira no confronto com a França do ano passado, disputado em superfície rápida, de carpete, em Pau. Sá ocupa atualmente a posição de número 90 do ranking mundial e é o 56.º na chamada corrida dos campeões.
Ericsson Open - Gustavo Kuerten e Fernando Meligeni já estão em Miami para a disputa do Ericsson Open, torneio da série Masters e considerado um dos cinco maiores do circuito internacional. Os dois tenistas descansaram alguns dias na Califórnia, depois de perderem no torneio de Indian Wells, e já se dizem prontos para nova disputa.
Guga aproveitou também os últimos dias para um reforço muscular. Ele contou que estava bem desgastado depois da série de jogos nos torneios do México, Santiago e Bogotá e precisa estar bem forte para jogar nas quadras duras do Ericsson Open.
No ranking mundial, segundo lista divulgada pela Associação dos Tenistas Profissionais, Guga manteve a 6ª posição
enquanto na corrida dos campeões caiu um posto, ocupando agora o 26º lugar. Fernando Meligeni é agora o 32º da ATP e 126 na corrida.
Mundial de equipes - O Brasil não vai mais participar do mundial por equipes, chamado de ATP World Team Championship e conhecido como Copa das Nações, embora, pela primeira vez na história, o País tenha conquistado uma vaga entre os oito times classificados. A competição é disputada em Dusseldorf (Alemanha)
de 21 a 27 de maio, e tem carater de exibição: não conta pontos para nenhum dos rankings da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), nem na chamada corrida, nem mesmo no de 52 semanas. Em razão da data, é jogado na semana que antecede Roland Garros e por ser disputado em quadras de saibro serve como uma espécie de aquecimento para o Aberto da França. Como não há pontos em disputa, os tenistas jogam com descontração, transformando os jogos em bons treinos.
Para assegurar a presença de bons jogadores, a organização do campeonato de Dusseldorf costuma investir em atraentes garantias, ou seja, prêmios para alguns jogadores, como, por exemplo, o norte-americano Pete Sampras, que costuma sempre dar seu apoio às promoções da ATP. A classificação das equipes para a Copa das Nações é resultado da soma dos ranking -de 52 semanas, ou mundial - dos dois principais jogadores de cada país, levando-se em conta a lista publicada em 29 de novembro de 1999. O Brasil garantiu o 6.º lugar entre os oito classificados, pois Guga estava na 5.ª colocação e Meligeni em 29.º, totalizando 34.º. Os Estados Unidos lideram a lista dos classificados com soma de 4 pontos (Andre Agassi 1 e Pete Sampras 3); em segundo está a Alemanha, com 17 (Nicolas Kiefer, 6, Tommy Haas, 11); em terceiro figura a Suécia, com 19 (Thomas Enqvist 12, e Magnus Norman, 15); em quarto, a Inglaterra, com 26 (Tim Henman, 12, e Greg Rusedski, 14); em quinto, a Rússia (Yevgeny Kafelnikov, 2, e Marat Safin, 25); em sexto, o Brasil; em sétimo, a Austrália, com 35 (Patrick Rafter, 16, Mark Philipoussis, 19); e o oitavo lugar está reservado para um convidado, wild card. Caso um país não queira participar, como é o caso do Brasil, é substituído pelos reservas, que são a Eslováquia, com 38 pontos, a França, com 40, a Espanha, com 41 e a Holanda com 55. A decisão de o Brasil não participa da Copa das Nações veio por causa de Guga. O tenista não costuma jogar torneios na semana que antece os Grand Slam e, especialmente, antes de Roland Garros não quer arriscar-se em Dusseldorf, numa quadra pesada, com temperatura ainda relativamente fria e muita chuva, nesta época do ano.


