DivulgaçãoDificuldadesAndré Ribeiro vem tendo muitos problemas com seu carro este ano André Ribeiro reconhece: vai precisar de muita torcida para vencer de novo o GP do Brasil. ‘‘Vai ser difícil’’, admitiu. ‘‘Mas nunca tive uma vontade e uma determinação tão grande de ganhar e acho que isso vai fazer diferença. O problema de André é o carro da Lola, pouco competitivo nas quatro primeiras etapas. A equipe Marlboro-Tasman fez mudanças na aerodinâmica e nas suspensões para a corrida do Rio e André confia num desempenho melhor. ‘‘O carro é bom de frear, o nosso problema é o contorno das curvas.
André teve uma chegada apoteótica em Jacarepaguá. Viajou de helicóptero desde São Paulo e foi recebido pelo torcedor Leonardo Honorato, de 20 anos, que lhe deu a mesma bandeira do Brasil com que subiu ao topo do pódio ano passado. André levou a bandeira autografada para a pista e para a torre de cronometragem e repetiu o gesto da vitória, erguendo-a para o céu. O piloto quer levar a bandeira para o acervo particular que está montando em sua fazenda, mas Leonardo resiste em cedê-la. ‘‘É um troféu que guardo no quarto’’, justificou.
André elogiou as mudanças na pista. Todos os pilotos que visitaram o traçado ficaram impressionados com a nova barreira de pneus para amortizar choques nos muros das curvas 1 e 4. A barreira tem 3,60 m de largura, 140 m de extensão na curva 1 e 150 m na curva 4. Foram usados 25 mil pneus, em filas de três, aparafusados e amarrados com cabos de aço. Uma cinta plástica preta os recobre, ajudando a fixá-los e impedindo o acúmulo de água em caso de chuva. ‘‘É tecnologia de primeiro mundo’’, comentou Maurício Gugelmin. ‘‘É muito positivo que esta iniciativa pioneira de melhorar a segurança nos ovais tenha sido feita no Brasil.
O americano Scott Pruett se confessou de queixo caído com a nova proteção. ‘‘Nos Estados Unidos os donos de autódromo não fazem isso porque alegam não ter dinheiro. Seu companheiro Raul Boesel elogiou também o recapeamento de um terço da pista. ‘‘Só há ondulações na reta oposta, mas ali não representam tanto problema.
O único receio de Gugelmin em relação à barreira de pneus é que estes podem se soltar caso um carro bata de traseira. ‘‘Uma reposição poderia ser bem demorada e ocasionar uma longa bandeira amarela durante a prova. Os organizadores, porém, tem uma equipe com 40 pessoas e filas de pneus, guard-rails e alambrados sobressalentes para uma troca rápida.

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