André Ribeiro, o piloto brasileiro com mais vitórias na Fórmula Indy depois de Émerson Fittipaldi, anunciou ontem que deixando as pistas. Põe um fim prematuro à carreira para ingressar numa parceria milionária: André e o seu ex-patrão Roger Penske, formarão no Brasil uma joint venture da Penske Automotive Group, uma rede de concessionárias que, nos Estados Unidos, vende mais de 35 mil carros por ano.
Ribeiro e Penske pretendem abrir as duas concessionárias em São Paulo até julho. Eles estão em negociações com as novas montadoras instaladas no País - Honda, Toyota, Peugeot, Renault, Audi e Chrysler - e apostam no sucesso do empreendimento, apesar da crise do real.
Ribeiro vinha negociando com patrocinadores norte-americanos para continuar no time, mas Roger Penske chamou-o há duas semanas para uma reunião em Detroit. ‘‘Ele me contou de sua própria experiência: Roger também foi piloto nos anos 60, com relativo sucesso na Nascar, mas largou a carreira quando uma grande oportunidade lhe surgiu.’’ Penske virou gerente comercial de uma concessionária Chevrolet na Filadélfia, e, a partir dali, montou o império de empresas que hoje tem 28 mil funcionários e fatura US$ 6 bilhões por ano.
André deixa a Indy depois de um ano fracassado, em que obteve apenas 13 pontos e um sétimo lugar como melhor resultado na Penske. Mas ele se sente realizado, pelas três vitórias - em New Hampshire, em 1995, no Rio e em Michigan, em 1996, pela Tasman - e pelo fato de ter pilotado para o time mais tradicional da categoria. ‘‘Fica um aperto no coração, porque sempre corri por paixão’’, disse.
Ele acha que conseguiu as vitórias com que mais sonhava, nas 500 Milhas e no GP do Brasil. ‘‘Me sinto abençoado de novo em me associar a um dos homens mais poderosos da indústria automotiva do mundo.’’

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