Arquivo FolhaAndré Ribeiro, um ano sem vencer Há um ano os brasileiros não vencem uma corrida na Fórmula Indy e o jejum poderá ser quebrado domingo, nas 500 Milhas de Michigan, pelo mesmo piloto que venceu pela última vez: André Ribeiro. Na prova do ano passado, André ganhou o duelo com os americanos Scott Pruett e Bryan Herta e conquistou a terceira vitória da carreira. Depois de 15 corridas, o piloto da Tasman tem de novo um carro competitivo e pode confirmar a fama de especialista em circuitos ovais. Os treinos começam amanhã.
André recuperou a motivação depois que a Tasman trocou o chassi Lola pelo Reynard. Ele confia em que a equipe estará entre as favoritas à vitória. ‘‘Temos um bom acerto para ovais longos como o de Michigan’’, afirmou. André tem um retrospecto impressionante em ovais de mais de três quilômetros: liderou todas as corridas de que já participou neste tipo de pista. A primeira vez foi em Indianápolis, em 95, quando tornou-se o estreante mais rápido da história da prova.
André buscará a quarta vitória domingo. ‘‘Temos tudo para andar bem e só resta ver o que a Honda vai nos oferecer’’, afirmou. A fábrica japonesa de motores perdeu o predomínio para a Mercedes, que venceu sete provas este ano. Honda e Ford têm apenas dois primeiros lugares.
O Mercedes é melhor em consumo e potência final e poderá dar vantagem a Paul Tracy, Al Unser Jr., Greg Moore, Maurício Gugelmin, Mark Blundell, Dario Franchitti e Patrick Carpentier. André, porém, não acredita que a vantagem do motor alemão será significativa. ‘‘Baseado nas outras provas, acho que o acerto do carro vai influenciar mais no desempenho do que a potência.’
As 500 Milhas de Michigan terão este ano o pomposo nome de U.S. 500, prova criada em 96 para substituir Indianápolis, mas não ofereceu o mesmo prêmio milionário. A premiação da corrida será a mesma da de outras provas, cerca de US$ 90 mil. Em 96, o vencedor, Jimmy Vasser, levou para casa US$ 1 milhão.

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