André mostra o novo Lola 97
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de janeiro de 1997
Da Redação e Ednelson Alves, de Miami 
DivulgaçãoAndré Ribeiro testou o carro ontem na pista oval de Homestead, em Miami
Pela primeira vez o novo carro do piloto André Ribeiro foi mostrado à imprensa, no circuito misto de Homestead, em Miami, onde o piloto treinou ontem. Com a chegada do Spring Training (treino coletivo das equipes, a partir de quinta-feira) ficou difícil continuar escondendo o carro. A equipe Tasman e o próprio piloto, porém, continuam não falando dos detalhes que mudaram no novo chassi.
O novo carro de André tem o mesmo número de 96, o 31, mas mudou de cores. Agora ele é pintado de amarelo cítrico e roxo. A equipe ainda procura trabalhar em silêncio e o bico e o aerofólio quase não ficam à mostra, encobertos por panos quando o carro está parado nos boxes para reajustes. A Tasman foi uma das primeiras equipes a treinar com o novo carro e vem trabalhando intensamente desde dezembro de 96. Até agora, por um acordo entre a Lola e a equipe, os treinos foram fechados e não era permitido fazer filmagens ou fotos.
Ontem, o piloto do Marlboro Brazilian Team deu 30 voltas e testou pneus em Homestead. Há muita coisa que a gente não conhece porque o carro é novo, demora para acertar. O carro tem um potencial muito bom, explicou ele. Seu companheiro de equipe, Adrian Fernandez, trabalhou com a suspensão e aerodinâmica. Também estavam na pista Jimmy Vasser, Alessandro Zanardi, Maurício Gugelmin, Greg Moore, Maximiliano Pappis, Scott Pruett e Dario Franchitti.
FittipaldiKika Conchesco, assessora do piloto Émerson Fittipaldi, anunciou ontem que o piloto não fará hoje nenhum pronunciamento oficial sobre o encerramento de sua carreira. É possível que na quinta-feira, durante uma visita ao circuito de Homestead ele fale alguma coisa sobre seus planos, disse Kika. Émerson, que deverá deixar as pistas este ano, em consequência dos ferimentos que sofreu em julho do ano passado, durante as 500 Milhas de Michigan, recuperou apenas 70% da força do braço direito.
O batismo de fogo para o piloto brasileiro, segundo seus assessores, será durante os treinos em Homestead. Seus olhos brilham quando ele fala em carros, corridas e velocidade, observou Kika, que há mais de seis anos acompanha Émerson. Fazendo uma ponta de mistério, a única coisa que se comenta no círculo próximo ao bicampeão de F-1 e campeão da Indy, é que ele não deixará completamente o mundo da velocidade, podendo funcionar com manager de alguma equipe ou mesmo ter o seu próprio time.


