São Paulo - André saiu triste do ônibus Baleia 77 e, cabisbaixo, foi para os vestiários, evitando dar entrevistas, enquanto Robinho e Madson, quase ao lado do atacante, cantavam e dançavam. Também não teve o nome anunciado pelo serviço de som do Pacaembu, antes do jogo e nem quando assinou a súmula para entrar no lugar de Neymar no segundo tempo. Mas foi ele, o menos badalado dos Meninos da Vila, que evitou que o Santos sofresse um desastre no primeiro jogo das finais do Paulistão.
''Entrei bem no time no segundo tempo, mas não sei se fiz a diferença'', disse André, ao sair de campo. Ele negou que tenha se abatido ao saber que não começaria jogando na final contra o Santo André. Quem lhe deu a notícia foi o próprio técnico Dorival Júnior, ainda no hotel. ''Não há porque o jogador se abater ao sair do time. O Santos é um clube de grande tradição e o nosso elenco é maravilhoso. Só de fazer parte dele já é motivo de alegria.''
No primeiro gol santista, Paulo Henrique Ganso fez jogada brilhante na linha de fundo e levantou a bola na cabeça de André, que completou para o gol aos 12 minutos do segundo tempo. Era o empate do Santos e a volta da esperança da torcida que se manteve em silêncio quase durante toda a primeira etapa do jogo, vendo o Santo André sair na frente. Embora Wesley tenha marcado dois gols e sido o destaque da vitória santista, André foi decisivo. Além de anotar o gol de empate, ele participou diretamente do primeiro de Wesley, após dar um passe de calcanhar para Robinho.
Com 18 gols na temporada, dos quais 13 pelo Campeonato Paulista, André não se incomoda de ter o menor salário do elenco de profissionais do Santos, embora diga que espera ter o seu trabalho reconhecido. Ele chegou ao clube em 2008, como parte de um convênio com a Cabofriense, e seus direitos econômicos são fatiados entre três partes: 55% do clube formador, 25% do Santos e 20% da DIS, que também administra a sua carreira.(S.F./A.E.)

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