Destaque da seleção nacional na competição, nadador conquistou sete medalhas de ouro no México
Destaque da seleção nacional na competição, nadador conquistou sete medalhas de ouro no México | Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB



Cidade do México – Maior destaque da seleção nacional ao lado de Daniel Dias no Mundial Paralímpico de Natação que se encerrou nesta quinta-feira na Piscina Olímpica Francisco Marquez, na Cidade do México, André Brasil fechou a sua participação na competição conquistando o seu sétimo ouro. A última medalha dourada veio na prova dos 400 metros livre na classe S10, na qual superou com facilidade o polonês Patryk Karlinsi em uma disputa apenas entre os dois na final realizada pela manhã (no horário local).

O nadador que leva o Brasil no seu sobrenome garantiu o ouro ao terminar a prova em 4min19s10, enquanto que o adversário da Polônia ficou exatamente 14 segundos atrás, com 4min33s10.

Antes deste último ouro, André Brasil também havia assegurado lugar no topo do pódio em outras quatro provas individuais na capital mexicana: os 100 metros costas, os 100 metros livre, os 200 metros medley e os 100 metros borboleta, assim como conquistara outras duas vitórias em finais de revezamento com a equipe brasileira.

A única disputa por medalha em que André Brasil foi derrotado foi na prova dos 50 metros livre, no qual acabou sendo surpreendido pelo seu compatriota Phelipe Rodrigues, que ficou em primeiro e deixou o seu companheiro de seleção com a medalha de prata.

Desta forma, André Brasil fechou este Mundial com um total de oito medalhas, sendo apenas uma delas prateada. Já em seu histórico geral de participações na competição, ele agora contabiliza 22 de ouro e um total de 59 pódios ao longo também das edições de Durban-2006, na África do Sul, de Eindhoven-2010, na Holanda, de Montreal-2013, no Canadá, e de Glasgow-2015, na Escócia.
Desgaste mental

Esse Mundial, por sua vez, foi realizado por André Brasil em meio a uma fase complicada da sua vida pessoal, que vem o fazendo repetir constantemente nas suas entrevistas coletivas que não tem conseguido mais conviver durante o tempo que gostaria com o seu filho. Até por isso, enfatizou que o seu desgaste no evento mexicano foi muito mais mental do que físico

"Acho que estou mais cansado mentalmente do que fisicamente. Realmente foi um ano difícil, está sendo bastante complicado estar aqui. A saudade é muito grande do meu moleque. A competição está sendo mais uma guerra mental do que uma guerra física. E hoje (quinta-feira) mostrei um pouco dessa minha força mental. Força de mudança, de troca de foco, de 'girar a chavinha', assim como eu fiz nos Jogos (Paralímpicos do Rio-2016) ao sair de dois quarto lugares para um bronze", ressaltou o nadador, logo após o ouro que conquistou nesta quinta-feira.

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