André Azevedo abandona rali
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sexta-feira, 12 de janeiro de 2001
Agência Estado De Atar, Mauritânia 
O dia de descanso da caravana do Rali Paris-Dakar, ontem, depois de dez etapas disputadas, foi marcado por uma desistência. André Azevedo resolveu abandonar a competição por causa de um problema mecânico na tração dianteira de seu caminhão Tatra. O defeito não pode ser consertado e, sem tração, não conseguiria atravessar as dunas que teríamos pela frente, explicou.
André chegou a liderar sua categoria, mas após a décima etapa despencou na lista por ter sido punido em 20 horas ele não parou em dois postos de controle. Assim, suas chances em vencer o rali praticamente acabaram. Dos 111 pilotos que largaram de Paris no dia 1º, 25 deixaram a prova.
Os juízes do rali decidiram punir com meia hora os pilotos da equipe Mitsubishi que não pararam em um posto de controle na etapa de quarta-feira. Entre os prejudicados estão o japonês Hiroshi Masuoka e a alemã Jutta Kleinschmidt. O líder Masuoka viu sua vantagem sobre o segundo colocado na classificação geral dos carros, o francês Jean-Louis Schlesser, diminuir para 35 minutos. Jutta caiu do segundo para o quarto lugar.
Por outro lado, alguns foram favorecidos. É o caso do espanhol José María Servia. O piloto havia ficado horas preso nas dunas na etapa de quarta-feira. Agora, continua na quinta posição, mas com diferença de 1h30 do líder Masuoka.
A dupla brasileira Cacá Clauset/Jorge Nieckele, aproveitou o dia de descanso para recuperar as energias para a segunda metade do Paris-Dakar 2001. Depois de dois dias difíceis, eles largam hoje na 57ª posição e estão em sexto lugar na categoria carros T3.2.
A 11ª etapa do rali será disputada hoje entre Atar e a capital da Mauritânia, Nuakehott. Do total de 508 quilômetros, 437 corresponderão ao trecho especial.


