O dia de descanso da caravana do Rali Paris-Dakar, ontem, depois de dez etapas disputadas, foi marcado por uma desistência. André Azevedo resolveu abandonar a competição por causa de um problema mecânico na tração dianteira de seu caminhão Tatra. ‘‘O defeito não pode ser consertado e, sem tração, não conseguiria atravessar as dunas que teríamos pela frente’’, explicou.
André chegou a liderar sua categoria, mas após a décima etapa despencou na lista por ter sido punido em 20 horas – ele não parou em dois postos de controle. Assim, suas chances em vencer o rali praticamente acabaram. Dos 111 pilotos que largaram de Paris no dia 1º, 25 deixaram a prova.
Os juízes do rali decidiram punir com meia hora os pilotos da equipe Mitsubishi que não pararam em um posto de controle na etapa de quarta-feira. Entre os prejudicados estão o japonês Hiroshi Masuoka e a alemã Jutta Kleinschmidt. O líder Masuoka viu sua vantagem sobre o segundo colocado na classificação geral dos carros, o francês Jean-Louis Schlesser, diminuir para 35 minutos. Jutta caiu do segundo para o quarto lugar.
Por outro lado, alguns foram favorecidos. É o caso do espanhol José María Servia. O piloto havia ficado horas preso nas dunas na etapa de quarta-feira. Agora, continua na quinta posição, mas com diferença de 1h30 do líder Masuoka.
A dupla brasileira Cacá Clauset/Jorge Nieckele, aproveitou o dia de descanso para recuperar as energias para a segunda metade do Paris-Dakar 2001. Depois de dois dias difíceis, eles largam hoje na 57ª posição e estão em sexto lugar na categoria carros T3.2.
A 11ª etapa do rali será disputada hoje entre Atar e a capital da Mauritânia, Nuakehott. Do total de 508 quilômetros, 437 corresponderão ao trecho especial.

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