Ânderson estréia e dá a vitória para o Brasil
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domingo, 10 de agosto de 1997
Agência Folha Seul 
Arquivo FolhaÂnderson é a nova unanimidade na seleçãoApenas 17 minutos em campo, substituindo Dodô, foram suficientes para transformar o atacante Ânderson, 26, do Barcelona (Espanha), na nova unanimidade da seleção brasileira. Nesse pouco tempo, com muita rapidez e movimentação, ele criou a jogada que originou o pênalti convertido por Ronaldinho e marcou, nos descontos, o gol da vitória de 2 x 1 do Brasil, de virada, sobre a Coréia do Sul, ontem de manhã (horário brasileiro), em Seul, perante 67.182 pessoas.
A boa exibição do jogador, que estreava na seleção, fez com que o técnico Zagalo confirmasse sua escalação como titular na partida de quarta-feira, contra o Japão. Além da simpatia do treinador, Ânderson ganhou a preferência dos demais jogadores. O atacante Ronaldinho já trata o colega como o parceiro ideal.
Para Ronaldinho, Ânderson, seu sucessor no Barcelona, tem tudo para dar certo na Espanha. Segundo Zagalo, sua intenção inicial era colocar Ânderson apenas no jogo contra o Japão. Não imaginei que viraria o jogo. Quando você entra faltando 15 minutos, só pensa em ajudar e não fazer gols, disse Ânderson. Procurei não pensar que era o meu primeiro jogo pela seleção e jogar normalmente, acrescentou. Os 17 minutos de fama podem render a Ânderson um novo contrato. Representantes da Nike, patrocinadora da seleção, o assediaram após o jogo.
Além da entrada de Ânderson, o técnico Zagalo anunciou que fará outras alterações na seleção para o jogo contra o Japão, quarta-feira, em Osaka. Ele disse que o zagueiro Júnior Baiano iniciará o jogo como titular no lugar de Gonçalves. O goleiro Carlos Germano e o zagueiro André Cruz jogarão pelo menos 45 minutos, saindo Taffarel e Aldair. Zagalo creditou a vitória sobre a Coréia do Sul justamente às substituições que fez no segundo tempo, com as entradas de Juninho e Ânderson nos lugares de Leonardo e Dodô.
No primeiro tempo, o Brasil foi surpreendido por um adversário que usou força e velocidade. Os sul-coreanos ganharam praticamente todas as divididas e abriram o placar logo aos 7 minutos, quando Kim Keun acertou uma bela virada no canto de Taffarel.
Desorganizado e com pouca movimentação ofensiva, o Brasil só ameaçou em três chutes de longa distância de Dunga. Aos 33, num contra-ataque, a Coréia quase ampliou, quando Lee Yoon acertou o travessão de Taffarel com uma cabeçada. Num lance idêntico, Ronaldinho, em sua primeira boa jogada, acertou a trave coreana, aos 38.
No segundo tempo, com Júnior Baiano no lugar de Gonçalves e explorando as jogadas individuais de Denílson e Ronaldinho, o Brasil encurralou o adversário. Até os 30, criou sete chances. Aos 31, Ânderson entrou e mudou a partida. Seis minutos depois, se livrou de um zagueiro e lançou para Ronaldinho, que foi derrubado por Lee Min Sung. Pênalti, que Ronaldinho converteu. Nos descontos, após cruzamento de Roberto Carlos, Ânderson se antecipou e definiu a vitória.
Coréia do Sul - Seo Myung; Choi Il, Hong Bo e Lee Sung (Choi Chul); Ha Ju, Lee Hiung (Choi Yong), Ko Woon (Roh Rae), Yoo Chul e Lee Yoon; Choi Su (Park Ha) e Kim Keun (Choi Sik). Técnico: Cha Bum Kun.
Brasil - Taffarel; Cafu, Gonçalves (Júnior Baiano), Aldair e Roberto Carlos; Dunga, Flávio Conceição, Leonardo (Juninho) e Denílson; Dodô (Ânderson) e Ronaldinho Técnico: Mario Jorge Lobo Zagalo.


