Porto Alegre - Ele tem apenas 16 anos, jogou somente cinco partidas no time profissional, já ameaçou se emancipar para não ficar sob o controle da mãe e fez o Grêmio montar uma operação de guerra para mantê-lo no Olímpico. Prematuro na bola e na polêmica, Anderson é a nova promessa do clube gaúcho.
Anderson aplica drible desconcertantes, faz lançamentos milimétricos e conclui com precisão, inclusive cobrando faltas. Só precisa melhorar na marcação, avisa o técnico Hugo De León.
Chamado pelo treinador do Grêmio para uma emergência substituir o contundido Cássio contra o Bahia, pela Copa do Brasil , Anderson comandou o time e foi o maior responsável pela vitória, por 1 a 0, garantindo a classificação para a segunda fase. Não saiu mais do time e deu show contra o Brasil de Pelotas vitória por 3 a 1, com dois gols dele e contra o Vila Nova empate por 1 a 1. Mas ficou devendo contra o Caxias, no último domingo derrota por 3 a 0.
Anderson embarcou ontem para o Rio de Janeiro, onde se juntou à seleção brasileira Sub-17 - vai disputar o Sul-Americano da categoria, na Venezuela.
Precoce Bastou a boa atuação contra o Bahia, para Anderson virar o centro das atenções no Grêmio. Com o assédio dos empresários, a diretoria do clube gaúcho correu para segurar o garoto e evitar perdê-lo como já tinha acontecido com Ronaldinho Gaúcho.
Assim, o Grêmio aumentou o salário de Anderson, de R$ 800 para R$ 40 mil mensais, e ele assinou contrato até julho de 2008. (A.E.)

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