O técnico Carlo Ancelotti saiu em defesa do volante Casemiro após a vitória do Brasil por 2 a 1 sobre o Japão, nesta segunda-feira (29), em Houston, pela fase de 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026. O camisa 5 passou a ser alvo de críticas por parte da torcida após a jogada que originou o gol japonês, mas o treinador italiano isentou o volante de responsabilidade e elogiou sua atuação.

Ancelotti afirmou que o lance não pode ser tratado como um erro individual de Casemiro e destacou que a falha ocorreu ainda na saída de bola. Na jogada, Danilo errou o passe, e Sano aproveitou para marcar o gol japonês.

"Não falei com o Casemiro, porque ele estava jogando. Podem acontecer erros, mas não acho que o gol do Japão foi um erro do Casemiro. Falhamos na saída de bola. O Casemiro jogou bem. O gol do empate foi determinante para a partida", afirmou ele sobre o volante, que fez o gol do empate, de cabeça, no segundo tempo. Casemiro recebeu de um patrocinador da Fifa o prêmio de melhor em campo.

O treinador também avaliou que a vitória sobre o Japão foi a atuação mais consistente da seleção brasileira desde o início da Copa do Mundo. Depois de sair atrás no placar, o Brasil reagiu no segundo tempo e virou o jogo com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli.

"O jogo de hoje foi o mais completo da Copa. Sofremos mais no primeiro tempo porque o Japão estava muito bem fechado, mas encontramos soluções na segunda etapa. Acho que houve uma evolução", analisou.

Ao comparar o desempenho com a estreia diante do Marrocos, quando o Brasil empatou por 1 a 1, Ancelotti destacou a evolução coletiva da equipe diante de um adversário que classificou como organizado e competitivo.

"Encontramos dificuldades pela força do rival, uma equipe muito respeitável, organizada e forte fisicamente. Mas, diferente do primeiro tempo contra o Marrocos, o time não esteve perdido", disse.

Questionado sobre a entrada de Gabriel Martinelli na etapa final, o treinador explicou que optou pelo atacante do Arsenal, atuando de forma mais centralizada, para aumentar a intensidade ofensiva e abrir espaços para Vinícius Júnior. "Era principalmente para colocar um sangue novo em campo. O Martinelli tem muita intensidade e, quando entra, sempre atua em alto nível. A posição dele permitiu ao Vini jogar um pouco mais aberto", explicou.

Apesar da classificação, Ancelotti deixou claro que a equipe ainda está longe do nível que considera ideal e afirmou que não há espaço para acomodação. "Nunca temos que estar contentes com o que estamos fazendo. Estamos fazendo bem, mas, para melhorar, não podemos estar satisfeitos. Gostei muito do jogo de hoje, mas agora precisamos pensar no próximo desafio", concluiu.

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