O técnico Carlo Ancelotti negou que a pressão por resultados afete seu trabalho na seleção brasileira. O italiano foi criticado pelas atuações do Brasil na Copa do Mundo, quando a equipe caiu nas oitavas de final para a Noruega, e também pelo início do novo ciclo visando ao Mundial de 2030.

“A crítica ao meu trabalho sempre existiu e sempre vai existir. A crítica não afeta a ideia que eu tenho para o futuro da seleção brasileira e dos jogadores. O quanto a crítica pode afetar, em porcentagem, a minha ideia para o futuro? Zero”, afirmou Ancelotti.

Segundo o treinador, o objetivo dos primeiros jogos do novo ciclo, contra a Austrália, em duas oportunidades, e a Índia, é dar oportunidade a atletas que tiveram pouca ou nenhuma participação na seleção principal. Para Ancelotti, os resultados dessas partidas não são a prioridade neste momento.

“A prioridade é buscar construir uma nova geração de jogadores que possa acompanhar a a seleção no futuro próximo, que é a Copa América e a Copa do Mundo. Essa é a prioridade. Pode ser que hoje, nos 26 convocados, não estejam os melhores, mas algo temos que fazer. Temos que acompanhar o jovem que pode apresentar o futuro e acompanhá-lo de perto”, explicou.

O italiano também afirmou que pretende observar jogadores que ainda não têm espaço regular em seus clubes, mas que podem ser importantes para a seleção no futuro.

“Isso significa que, há um ano, um jogador que não jogava não era chamado. Agora, um jogador que não joga no clube, que pensamos que é bom para o futuro da seleção, vou chamar”, completou.

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