São Paulo - Depois de vencer o Paraguai nesta terça-feira (10) e conquistar sua vaga na Copa do Mundo de 2026, a seleção brasileira terá um longo período sem jogos até o próximo compromisso, em setembro, quando disputará as rodadas finais das Eliminatórias.

Até lá, o técnico Carlo Ancelotti pretende curtir um breve período de descanso, acompanhar a Copa do Mundo de Clubes e, por fim, analisar cerca de 70 jogadores.

"Primeiro, eu vou tirar férias. Não lembro a última vez que tirei férias. Depois, claro, vou acompanhar jogos do Mundial de Clubes. E, em terceiro, vou analisar cerca de 70 jogadores, assistir a jogos com brasileiros na Europa, na Arábia Saudita e em outros lugares", afirmou o treinador.

O italiano manteve as portas abertas para Neymar. "Ele pode jogar em várias funções, como no lugar de Matheus Cunha", disse, fazendo referência ao responsável pela assistência para Vinicius Junior, autor do gol da vitória sobre o Paraguai.

O triunfo por 1 a 0 do Brasil, gol de Vinícius Júnior, combinado com a derrota por 2 a 0 da Venezuela para o Uruguai, assegurou à seleção brasileira uma vaga antecipada no Mundial, que começará daqui a um ano.

Com 25 pontos, na terceira posição das Eliminatórias, a equipe canarinho abriu sete de vantagem para a Venezuela, que está em sétimo, na zona de repescagem, a duas rodadas do fim do certame. Com isso, na pior das hipóteses, a formação dirigida pelo italiano terminará o torneio classificatório na sexta posição, a última com vaga direta no Mundial.

Nas rodadas finais, a equipe verde e amarela vai enfrentar o Chile, como mandante, e a Bolívia, como visitante, ainda em locais indefinidos. Os confrontos estão previstos para as datas Fifa da primeira quinzena de setembro.

Com a classificação antecipada ao Mundial, Ancelotti poderá usar essas partidas para fazer testes antes de definir o elenco que vai levar para a competição que será sediada em conjunto por México, Canada e Estados Unidos.

Imagem ilustrativa da imagem Ancelotti planeja miniférias e vai observar 70 jogadores

FECHOU A CASINHA

O Brasil "fechou a casinha" e saiu feliz dessa data Fifa com Carlo Ancelotti. O primeiro diagnóstico do técnico Carlo Ancelotti foi melhorar o sistema defensivo. O Brasil havia acabado de levar quatro gols da Argentina.

As alterações deram certo, e a seleção não levou um gol sequer de Equador e Paraguai. Missão cumprida.

Contra o Equador, a ideia foi mais conservadora. Menos pressão, mais controle. O 0 a 0 foi o resultado.

Diante do Paraguai, a intenção foi outra. Quatro atacantes, um time mais ofensivo. E a vitória magra por 1 a 0 saiu, com um gol de Vinícius Júnior, que garantiu a vaga do Brasil na Copa de 2026 nos Estados Unidos.

O Brasil não encantou, porém, fez o que se propôs, mesmo em sistemas diferentes. Com menos ou mais atacantes a defesa sempre esteve protegida.

"Sou italiano, não se esqueça. A equipe não tomou gol porque trabalhou bem como um todo, atrás, os meias como Casemiro e Bruno fizeram esforço extraordinário. Estou muito contente também e por estar na Copa do Mundo", disse Ancelotti.

Esse sentimento de Ancelotti se estendeu aos jogadores. Todos que concederam entrevistas destacaram o sistema defensivo.

"A atitude do time foi incrível, uma das maiores que eu já vi. Todos se ajudaram para não levarmos gols", afirmou Casemiro.

"Ajeitamos a casinha. Precisávamos disso depois do jogo contra a Argentina. Marcamos muito bem", disse ainda Bruno Guimarães.

A seleção já tem planos definidos de olho na preparação para o torneio que será realizado na metade do ano que vem nos Estados Unidos.

AMISTOSOS

A seleção tem ideia de enfrentar duas seleções asiáticas na próxima data Fifa, em outubro. O Brasil já recebeu convite do Japão e deve enfrentar a equipe em Tóquio.

No mês seguinte, em novembro, o Brasil planeja amistosos contra duas seleções africanas. Há o desejo de que as partidas sejam realizadas na Europa, mas não há definição ainda.

Em março de 2026, a seleção deve enfrentar equipes consideradas 'nível B' da Europa: seleções como Suíça, Sérvia, Ucrânia, Turquia, etc.

Já na última data antes da Copa, em junho, o time de Ancelotti deve, enfim, duelar contra seleções consideradas nível A europeu. A escolha vai depender também do sorteio dos grupos do Mundial.

Nenhum dos amistosos deve ocorrer no Brasil por questão financeiras. As partidas são comercializadas há algum tempo.

A próxima tarefa do estafe da seleção é escolher duas bases nos Estados Unidos para treinamentos: um na costa leste e outro na costa oeste. A ideia é deixar a logística acertada para ambas e definir o planejamento após o sorteio de acordo com as cidades em que for atuar.

O que já está bem avançado é a preparação prévia à Copa do Mundo: Orlando está encaminhada para receber a seleção na mesma estrutura que o Brasil utilizou na preparação para a Copa América. Faltam detalhes.

Já o técnico Carlo Ancelotti vai tirar alguns dias de férias na Espanha após a classificação para a Copa do Mundo. O italiano, porém, viaja para os Estados Unidos para observar de perto jogos selecionados da Copa do Mundo de Clubes.

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