Ancelotti chega à Copa como técnico após trauma de 1990
Italiano foi com status de titular para um Mundial, mas uma lesão tirou sua chance de brilhar
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de junho de 2026
Italiano foi com status de titular para um Mundial, mas uma lesão tirou sua chance de brilhar

A Copa do Mundo de 2026 marcará a estreia de Carlo Ancelotti como treinador em um Mundial. Aos 67 anos, o italiano comandará pela primeira vez uma seleção em uma Copa do Mundo, à frente do Brasil. A experiência é inédita para um profissional que acumulou conquistas históricas no futebol de clubes, mas que também conhece de perto como um Mundial pode mudar o destino de um jogador.
Responsável por definir a equipe que iniciará a caminhada brasileira no torneio, Ancelotti sabe que a formação da estreia nem sempre é a mesma que chega ao fim da competição. A lição foi aprendida quando ainda defendia a seleção italiana.
Antes de construir uma das carreiras mais vitoriosas da história como treinador, Ancelotti destacou-se como volante. Revelado pelo Parma, teve passagens por Roma e Milan. Pela seleção italiana, disputou duas Copas do Mundo. Em 1986, no México, foi convocado, mas não entrou em campo. Quatro anos depois, no Mundial realizado em seu país, chegou em situação bem diferente.
Titular do Milan e um dos principais nomes do meio-campo italiano, Ancelotti foi chamado pelo técnico Azeglio Vicini para integrar a equipe que iniciaria a Copa de 1990. Na estreia contra a Áustria, começou jogando ao lado de Roberto Donadoni, Fernando De Napoli e Giuseppe Giannini.
A partida, porém, marcou uma mudança importante em sua trajetória no torneio. Após um primeiro tempo sem gols, Vicini promoveu uma alteração no intervalo e substituiu Ancelotti por Luigi De Agostini, da Juventus.
O volante deixou o campo com uma lesão no joelho sofrida ainda na etapa inicial. Durante sua recuperação, Nicola Berti assumiu a vaga e permaneceu entre os titulares ao longo da campanha italiana. Recuperado, Ancelotti voltou a atuar apenas nas quartas de final, ao entrar em campo por 28 minutos contra a Irlanda. Na semifinal contra a Argentina, sequer foi acionado.
Sua despedida das Copas do Mundo foi na disputa do terceiro lugar. Sem chegar à final, a Itália enfrentou a Inglaterra e venceu por 2 a 1. Ancelotti atuou durante os 90 minutos daquela partida, que acabou sendo sua única atuação completa em Mundiais.



Matheus Camargo
Repórter de Esportes, com foco no Londrina Esporte Clube.


