No fim das contas tivemos uma Copa das Confederações com balanço positivo. Por causa da visibilidade, ela serviu para amplificar as manifestações populares, e o Brasil nunca mais ser á o mesmo. No campo esportivo, a Seleção apresentou evolução e voltou a ter credibilidade. Ontem, deu show em cima da Espanha ganhando o tetra e deixando claro que na Copa-2014 é, sim, favorita.
Foi um alívio ver Neymar mostrando serviço na hora H. O torneio fez bem ao craque. Em 2014 ele entrar á em campo bem mais confiante e isso irradiará para toda a equipe.
A Espanha seguiu com o seu jogo tic-tac eficaz que a faz chegar longe mesmo não jogando bem. Apanhou do Brasil, perdeu invencibilidade longa e vai querer a forra.
Balanço positivo também para Itália e Uruguai. A Azzurra, mesmo às voltas com lesões, fez bons jogos e será rival respeitado na Copa. Já o Uruguai vendeu caro as derrotas (e se soubesse cobrar pênalti...). Tem forte trio ofensivo e ganhou a confiança necessária para acordar na reta final das Eliminatórias, na qual a classificação não está nada fácil.
México, Japão e Nigéria mostraram pouco. Aquela previsão do Pelé (um dia a África leva a Copa) não ser á confirmada mais uma vez. A Nigéria tem um dos melhores times do continente. Nem ela é boa. Imagine os demais africanos. Do Japão fica o bom jogo contra a Itália e só. Ocorreu retrocesso ao apresentado em 2010, com o 4-6-0 na defesa que abria para atacar de surpresa. O Taiti.... Bem, fez o que se esperava. Apanhou e foi uma simpatia para a torcida.
Mas há erros que devem ser sublinhados: como o torneio serviu para observar na prática as falhas que devem ser atacadas, que todas as cidades (principalmente aquelas que não tiveram a chance de "descobrir as falhas" em 2013, pois não sediaram jogos) analisem os micos: transporte ineficaz, falta de informação para o torcedor, confusão sem fim para a imprensa e as seleções . faltou até lugar para treinar lá no Nordeste . só para ficar em alguns deles.
Mas a hora é de desfrutar do título. Foi bom demais: campanha 100%. E que o Brasil quebre a escrita de que o campeão da Copa das Confederações jamais ganha a Copa do Mundo no ano seguinte. Pela bola de ontem, tem tudo para isso.


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