Apesar do placar mínimo no estádio do Café, o técnico do Londrina Claudio Tencati valorizou a vantagem para a segunda partida da semifinal, no próximo domingo, em Curitiba. "Acho que a vantagem foi grande. Em jogos como este, decisivos, você tem que ter alguma vantagem e nós conseguimos. No jogo anterior (contra o Maringá), saímos perdendo e a missão de vencer era muito difícil. É claro que continua sendo difícil, mas agora temos uma semana no meio para trabalhar isso", comentou.
Sobre a jogada do gol de Paulinho e o comportamento dos demais jogadores em campo, Tencati admitiu ter estudado o posicionamento do Coritiba em jogos anteriores. "Estudo tático. Estudamos muito o Coritiba. A equipe (Londrina) estava muito cansada na última sexta e optamos em fazer essas colocações aos jogadores, como de posicionamento de infiltração no ataque e coibir o adversário. Era normal que o Coritiba iria pressionar após o gol, mas conseguimos nos posicionar muito bem", avaliou Tencati, adiantando que não irá poupar jogadores no compromisso com o Santos, quarta-feira, pela Copa do Brasil. "Não podemos priorizar qualquer competição. Não temos um elenco de 40 jogadores para deixar alguém de fora. Vamos completo para Santos. Buscamos esse calendário e não podemos priorizar uma ou outra competição", concluiu.

NA BRONCA


Pelo lado do Coritiba não faltaram lamentações. O técnico Marquinhos Santos disse que declarações "pré-jogo" de Claudio Tencati e do gestor Sérgio Malucelli influenciaram o comportamento do árbitro Selmo Pedro dos Anjos Neto. "Primeiro tempo confuso, por indecisões do Selmo. Indiretamente, por influência do que o (Claudio) Tencati e o Sérgio (Malucelli) trabalharam durante a semana na imprensa, trazendo situações de 2012, 2013, no ano passado. Trouxeram para esse jogo o que não tem nada a ver. Fizeram o seu trabalho, talvez isso tenha prejudicado um pouco o primeiro tempo do árbitro", disparou Santos, não economizando nas críticas.
"Para mim, foi pênalti no Negueba. E o Germano, numa situação muito infeliz, agrediu o Norberto. Situação totalmente antidesportiva e que eu condeno. Não admito que meus jogadores façam isso e nem o adversário. Talvez, se ele (Germano) tivesse tomado o cartão logo no início, não teria agredido também o Negueba, com joelhada, quase o tirando da partida. Com isso, fui obrigado a tirar o jogador porque ele não suportou a dor", ressaltou o técnico, dizendo que o resultado final foi injusto. "Colocamos um volume maior no jogo durante o segundo tempo e poderíamos sair daqui com um empate, que seria um resultado mais justo."

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