Amoroso avisa: ''Vou arrebentar''
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domingo, 18 de dezembro de 2005
Agência Estado 
São dez e meia da noite de sexta-feira, em Yokohama. Márcio Amoroso dos Santos é pontual e chega no lobby do Sheraton Baia Hotel na hora marcada para a entrevista. ''Só falo do jogo. Não falo de contrato com o São Paulo'', recita em voz alta a imposição que quebraria logo depois.
Ele falou bastante. E passa sinceridade no que fala. Parece ser mesmo um são-paulino recém-convertido, como garante. ''Não sou mercenário. Quero ficar aqui porque amo esse clube. Só peço um contrato de três anos'', diz.
Se jogar como prevê, certamente o clube terá um motivo a mais para ficar com ele. Amoroso tem certeza absoluta - e, novamente, é difícil não acreditar - que fará uma partida excepcional. ''É a minha Copa do Mundo. Não me levaram em duas e agora quero esse título. A torcida do São Paulo vai comemorar muito, tenho certeza''.
Amoroso tem um retrospecto de cumprir promessas. E de sempre falar o que pensa. Por isso, ganhou tanto amor da torcida do São Paulo e passou a irritar os corintianos ao deixar claro que não é fã do futebol do adversário.
Isso conta quase tanto quanto os 16 gols que marcou em 28 partidas, desde que estreou contra o River Plate, no dia 22 de junho, no Morumbi, pela semifinal da Libertadores.
''Foi Deus que me colocou no São Paulo naquele momento tão especial do clube. Cheguei, me dei bem com todos e ainda ganhamos a Libertadores. A camisa do São Paulo caiu muito bem em mim'', diz.
A torcida concorda. E não quer sua saída. Mesmo que tenha, como consolo, o título. Que ele considera provável. ''Ninguém veio aqui comprar máquina digital ou computador. Viemos para ser campeões. Podem acreditar.''


