Aos 17 anos, o mineiro Tiago Volpi já começou a viver a rotina de um jogador profissional. No começo do ano, ele deixou sua família em Poços de Caldas e transferiu-se para a equipe juvenil do Coritiba como parte de uma transação que levou o meia Tiganá para a Caldense, ex-clube de Tiago. Após a transferência, cancelou seus vínculos com seu empresário, por achar que ''não estava mais valendo a pena''.
A diferença entre o jovem volante e um jogador profissional está basicamente no salário. Enquanto os maiores clubes do futebol brasileiro pagam cerca de R$ 1 mil, os vencimentos de Tiago são muito mais modestos: R$ 80,00 mensais, a título de ajuda de custo.
De resto, Tiago passa pelas mesmas dificuldades de qualquer atleta profissional: treinamentos diários, finais de semana concentrados em centros de treinamento e saudades da família. Mesmo assim, o atleta não se arrepende da escolha que fez. ''Acabamos superando as dificuldades pelo amor ao futebol. Os outros jogadores acabam sendo nossa família, ajudando nas dificuldades, e a gente vai levando. E o clube também ajuda bastante'', ressalta Tiago.
O Coritiba fornece alojamento, assistência médica, psicológica e social para os jogadores das categorias de base, além de fornecer bolsas de estudo, obrigatórias para todos os atletas.

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