Amizade era o grande segredo do time
O basquete de Arapongas continuou a mostrar sua força nos anos seguintes. Se não bastasse a reconhecida qualidade do elenco, mais reforços foram contratados. Entre eles, o jovem Luiz Roberto dos Santos, o Peta. Curiosamente, ele não jogava basquete, mas sim futebol em Presidente Prudente (SP). ''Ele tinha uma grande impulsão e muita facilidade para enterrar'', frisa Marino.
A década de 70 foi, sem dúvida, a mais vitoriosa do basquete de Arapongas. Entre 70 e 79 foram oito títulos dos Jogos Abertos. ''O grande segredo do nosso time era a amizade, que perdura até hoje'', diz Peta. Ele e Bressan, inclusive, além do basquete, chegaram a defender a equipe de futebol de Arapongas.
Zinzão diz que a principal característica do basquete de Arapongas era a rapidez dos contra-ataques e perfeição nos arremessos. Quando a bola não caía direto, os pivôs Peta, Zinzinho e Scarpini tomavam conta dos rebotes. Com tanto talento reunido não é difícil de entender o porquê da sequência de títulos.
São várias as histórias inesquecíveis. Marino recordou uma muito interessante ocorrida em 74. A base do time de Arapongas foi representar o Paraná no Campeonato Brasileiro de Seleções, em Belém. Na última partida da primeira fase, os paranaenses enfrentariam os donos da casa disputando uma vaga na semifinal. Foi quando aconteceu algo inusitado. ''As autoridades locais queriam pagar para nossa equipe voltar ao Paraná e não jogar contra eles. Jogamos e vencemos'', lembra Marino. (G.A.)





