A CBF emitiu uma nota ontem para rebater matéria do "Estado de S. Paulo", que revelava o teor do contrato da entidade com a ISE, empresa que explora os amistosos da Seleção Brasileira. Os documentos mostram que a CBF está sujeita a receber metade dos cerca de R$ 3 milhões previstos no contrato - valor inicialmente previsto pelas partidas - caso a convocação não tenha todos os astros brasileiros e o substituto para algum cortado não tenha o mesmo "valor de marketing".
Para a entidade, no entanto, a cláusula não significa que a Seleção tenha sido "vendida". Entre ataques ao autor da matéria, o jornalista Jamil Chade, a "CBF afirma que os critérios de escolha dos convocados para os jogos da Seleção Brasileira são e serão sempre técnicos".
A entidade presidida por Marco Polo Del Nero acrescenta ainda a negativa de que tenha leiloado a Seleção e distribuído comissões a agentes, cartolas, testas de ferro e empresas em paraísos fiscais.
Para a CBF, "é natural e compreensível que o contrato de um jogo de futebol de uma grande equipe seja definido com base na presença de seus grandes astros. Caso a Seleção Brasileira viesse a ser representada por jogadores de sua equipe sub-20 ou sub-23, os valores decorrentes poderiam ser inferiores. Importante dizer que esta cláusula tão alardeada jamais foi invocada ou levada a efeito desde o início de vigência do acordo".
A empresa ISE, que integra o Grupo Dallah All Baraka, tem sede nas Ilhas Cayman, um paraíso fiscal. A CBF diz que não tem nada com isso e que mantém todas as suas contas no Brasil.
O contrato foi assinado pelo expresidente da CBF, Ricardo Teixeira, e expira em 2022.

Imagem ilustrativa da imagem AMISTOSOS - Critério para convocação é técnico, diz CBF
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