Amistoso na China gera mal estar no Palmeiras
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quinta-feira, 07 de outubro de 1999
Por Dinoel Marcos de Abreu 
São Paulo, 08 (AE) - A possibilidade de ganhar o cachê de US$ 400 mil para fazer um amistoso na China quase prejudicou o relacionamento entre as diretorias do Palmeiras e da Parmalat, patrocinadora do clube. Os dirigentes do clube ficaram fascinados com a proposta de o time fazer um jogo na China entre os dias 23 e 24 de novembro, aproveitando a viagem da delegação para o Japão, onde vai disputar o Mundial Interclubes contra o Manchester United, da Inglaterra, dia 30 de novembro, em Tóquio.
Mas a multinacional, por meio do diretor de Esportes, Paulo Angioni, vetou o amistoso, alegando que algum atleta poderia se machucar e não haveria tempo para recuperar-se, visando ao jogo no Japão. Mesmo assim, os dirigentes do Palmeiras não afastaram a hipótese de o time realizar o amistoso. "Mas para evitar problemas não vamos, por enquanto, falar da viagem à China", disse o diretor de Futebol do Palmeiras, Sebastião Lapolla. "Estão querendo fazer intriga da patrocinadora com o clube."
O técnico Luiz Felipe Scolari afirmou que, como profissional, não poderia ser contra o amistoso na China. Pela programação do Palmeiras, a delegação viajaria 25 horas de São Paulo a Tóquio. Depois, mais três do Japão à China. A delegação chegou hoje pela manhã de Belo Horizonte, onde perdeu do Cruzeiro por 3 a 0, pela Mercosul, quinta-feira.
O zagueiro paraguaio Rivarola era um dos jogadores mais tristes da delegação. Ele marcou um gol contra na partida. "Foi uma fatalidade", garantiu o zagueiro, que, no empate por 3 a 3 contra o River Plate, também havia marcado um gol contra. "A bola bateu na perna e entrou, isso poderia ter acontecido com qualquer um." O Palmeiras, que voltará a enfrentar o Cruzeiro na próxima fase da Mercosul, não jogará neste fim de semana pelo Brasileiro. A próxima partida será contra o Grêmio, quarta-feira
no Palestra Itália.


