Fortaleza - O amistoso Brasil x Iugoslávia, hoje, às 21h45, no Estádio Plácido Castelo, poderia despertar o interesse da imprensa internacional somente pela proximidade da Copa do Mundo. Mas isso é o que menos conta. Jornalistas da França, Alemanha, Itália, China, Japão e de vários outros países da Europa e da América do Sul estão em Fortaleza para acompanhar a volta do atacante Ronaldo à seleção - dois anos e meio depois de sua última exibição (contra a Holanda).
A menos que haja algum imprevisto de última hora, Ronaldo entrará em campo como titular e será substituído no decorrer do jogo por Luizão. O jogo deverá definir pelo menos nove dos titulares da estréia do Mundial, dia 3 de junho, contra a Turquia.
Nomes certos até agora são o goleiro Marcos, os laterais Cafu e Roberto Carlos, o zagueiro Lúcio e os meias Emerson e Rivaldo, ausente hoje por contusão. A Iugoslávia veio ao Brasil com seus principais jogadores e com uma comitiva de 59 repórteres.
A expectativa pela apresentação de Ronaldo - atuou pela última vez em dezembro, pela Inter de Milão - não é só do público, do técnico Luiz Felipe Scolari ou de seus colegas de equipe. Ele próprio admitiu ansiedade, por não ter nenhuma idéia de como se sairá na partida. ‘‘Vai ser um teste importante até para saber se eu tenho condições de jogar a Copa do Mundo’’, disse. O atleta encara o amistoso como decisivo e até trouxe seu pai, Nélio, para fazer-lhe companhia na estada em Fortaleza.
O visitante está hospedado numa suíte especial do mesmo hotel da delegação. Desde a Copa do Mundo de 1998, a comissão técnica da seleção tinha como norma evitar que parentes dos jogadores se instalassem nas concentrações. Desta vez, a deferência a Ronaldo pode soar-lhe como um apoio psicológico. Na entrevista coletiva, ontem, ele negou privilégios. ‘‘Sou um jogador normal, tenho os mesmos direitos e obrigações do grupo.’’ Ronaldo, na verdade, sabe que não é bem assim.

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