Amistoso contra Inglaterra é suspenso
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quinta-feira, 30 de maio de 2013
Clarissa Thomé<br>Agência Estado 
Rio - A juíza da 13ª Vara de Fazenda da Capital, Adriana Costa dos Santos, que responde pelo plantão judiciário, deu liminar, na tarde de ontem, suspendendo o jogo de domingo entre Brasil e Inglaterra, no Maracanã, por considerar que o estádio não oferece segurança para o público. O pedido para o cancelamento do jogo foi feito pelo Ministério Público Estadual. Seria o segundo evento teste do Maracanã, antes do início da Copa das Confederações.
Na ação civil pública, o MP pede que o jogo seja suspenso para "garantir a segurança" até que sejam apresentados laudos técnicos que comprovem que o estádio está em condições de sediar jogos e eventos. "Apesar das inúmeras solicitações feitas pelo Ministério Público, os laudos não foram entregues em sua totalidade, não havendo, até o momento, a comprovação de que o estádio apresenta os requisitos mínimos necessários para a realização de jogos ou eventos", escreveu a juíza na decisão. Segundo ela, o único laudo apresentado pela Policia Militar, de 29 de maio de 2013, "demonstra que o estádio ainda está em fase de construção".
O relatório aponta para a existência de materiais perigosos, como pedras, pedaços de calçadas e restos de obras que podem ser utilizados em tumultos e confrontos de torcedores. Também foram constatados "pisos soltos, mal fixados".
De acordo com a juíza, as pendências deveriam ser sanadas até a véspera da partida.
O governo do Rio informou no fim da tarde de ontem que vai recorrer da decisão. "Todos os requisitos de segurança para o amistoso Brasil e Inglaterra foram cumpridos e, por uma falha burocrática, o laudo da PM que comprova o cumprimento das regras de segurança no Maracanã não havia sido entregue à Suderj (Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro)", informou em nota, a assessoria de imprensa do governo do Rio. "O laudo será encaminhado com o recurso do Estado ao plantão judiciário", completa o texto.
O diretor jurídico da CBF, Carlos Eugênio Lopes, prometeu cassar a liminar. Ele afirmou que todos os laudos necessários para a realização da partida já foram emitidos e, inclusive, garantiu que os enviou para a juíza. Já o Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo afirmou que fará uma operação de testes no Maracanã.
Se o jogo for realizado sem a apresentação dos laudos de vistoria de engenharia; de prevenção e combate de incêndio; de condições sanitárias e de higiene, a CBF, o COL e o presidente destas entidades, José Maria Marin, terão de pagar multa de R$ 1 milhão por evento realizado.


