foi um alívio para o jogador, que não teve uma boa estréia no Campeonato Italiano. Na primeira rodada da competição, domingo, diante do Verona, o atacante, que um dia já foi o "fenômeno" em Milão, ficou no banco, descontente com a decisão do treinador Marcelo Lippi. Ronaldinho chegou até a dizer que não aceitaria a reserva. Hoje, contudo, sob o olhar do técnico da seleção brasileira, Wanderley Luxemburgo, o jogador explicou que a imprensa italiana não interpretou muito bem as suas palavras. "Eu disse apenas que estou em plenas condições de disputar uma partida inteira, interessado em estar entre os titulares", contou. "Não quero criar problemas com ninguém, pois fui o último a me apresentar à Internazionale e cheguei a participar de apenas um amistoso." Para Luxemburgo, as atitudes de Ronaldinho no time milanês não interferem em seu desempenho na seleção. "Desde que o Ronaldo ou qualquer atleta respeite a nossa filosofia de trabalho, algumas divergências nos clubes são contornadas e resolvidas nos próprios clubes", ressaltou o treinador. "Mas ele está bem; brincou comigo quando chegou ao hotel e me chamou até de Luxa." Ronaldinho quer esquecer, por enquanto, a Itália. Sua concentração está voltada exclusivamente para o jogo com a Argentina, sábado, no Monumental de Nuñes. Por causa da presença de tantas estrelas na equipe adversária, como Redondo, Verón, Crespo e Cláudio López, o atacante acha que o amistoso será muito mais complicado do que a partida válida pela Copa América, quando o Brasil venceu por 2 a 1. "A nossa sorte é que o Batistuta está machucado e não vai nos preocupar", brincou. Mercado maluco - O volante Flávio Conceição e o meia Rivaldo também chegaram hoje a Buenos Aires. Rivaldo fez questão de esclarecer que não vai-se transferir para o futebol inglês. "Fiquei sabendo do interesse do Manchester, mas tenho contrato com o Barcelona e a multa de rescisão é muito alta", declarou o meia, apontando as altas cifras do mercado de futebol internacional. Fato que, por sinal, Ronaldinho admite ser o principal responsável. "Eu me sinto até culpado por o mercado estar tão maluco ultimamente", confessou, com um discreto sorriso no rosto. "A minha transferência do PSV, da Holanda, para o Barcelona, por exemplo, foi de US$ 21 milhões, um negócio milionário para a época."Por Anderson Couto Buenos Aires, 31 (AE) - A chance de enfrentar a Argentina, uma das principais rivais do futebol brasileiro, é o combustível que o atacante Ronaldinho precisa em sua penosa caminhada na busca de um lugar que já foi seu: o topo do ranking dos melhores do mundo. "Será uma partida muito difícil, mas, para quem passou o último ano cheio de problemas, pode ser a grande oportunidade de reconquistar o posto de número 1", afirmou o atacante. Ronaldinho chegou hoje a Buenos Aires. A viagem, mesmo cansativa

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