Um grupo de pilotos que no momento corre numa pequena pista em Cambé está trabalhando para reativar a velocidade na terra em Londrina. Eles prometem ressuscitar até mesmo velhos Dojões e Opalas da categoria Hot Dodge, que corriam na década de 80 numa fazenda em Londrina. Ontem o grupo se reuniu para votar a criação do estatuto da associação que pretende construir uma pista de terra dentro do Autódromo Ayrton Senna.
De acordo com Marcelo Favini, ex-piloto de pista e arrancadas, o projeto é construir um circuito de 2.500m a 3.000m na área não asfaltada do autódromo, atrás da caixa d'água. ''Tem espaço suficiente lá atrás e que não vem sendo utilizado. Nossa ideia é aproveitar o declive natural do terreno do autódromo e fazer uma pista de terra com subidas e descidas, para ficar mais interessante'', informou.
O grupo já conversou com diretores do Automóvel Clube do Café (ACC), que administra a praça esportiva, e recebeu o aval para construir o circuito alternativo. ''Para nós é ótimo, porque reúne mais pilotos e mais gente em torno do automobolismo local. No que depender de nós já está fechado. Só depende do aval da Prefeitura, que é proprietária do autódromo, pois nós só gerenciamos mediante contrato de concessão'', explicou o presidente do ACC, Neno Oliveira. O dirigente não acredita em desaprovação por parte do Executivo, pelo fato de que não haveria edificações no local.
De acordo com Marcelo Favini, até a arquibancada a ser construída sobre a terra aproveitaria a queda natural do terreno. O piloto explica que as pistas de terra, muito tradicionais no Sul do Estado (as mais conhecidas são as de Ponta Grossa e São José dos Pinhais), não levantam poeira, como muita gente possa imaginar. ''Os organizadores normalmente jogam um caminhão-pipa de água para molhar a pista. Com isso só tem barro, não poeira. E a terra fica bem compactada no local onde os carros passam'', informou.
Favini afirma que há dez pilotos no novo grupo de Londrina, mas só seis carros já estão prontos. E a diversidade é grande: uma Caravan 6 cilindros, duas gaiolas com motor 1.8, um Gol um Passat e uma Brasília. ''Tem muita gente com os carros parados nas garagens, porque ficou inviável viajar até Curitiba ou Ponta Grossa para disputar o campeonato. Ao verem que estamos reativando, os caras vão aparecer e reequipar os seus carros. Tem muitos Dojões entre eles'', garante Favini.

Metropolitano
Começam hoje os treinos livres para a 1 etapa do Campeonato Metropolitano de Automobilismo, que terá no domingo duas baterias da categoria Speed e duas da Marcas. As provas iniciam às 9h50 e se estendem até às 16 horas.

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